No início da tarde desta terça-feira (5), moradores do interior de São Pedro do Sul procuraram o Ministério Público do Rio Grande do Sul para denunciar problemas no transporte escolar de estudantes da rede estadual que frequentam a Escola Estadual de Educação Básica Tito Ferrari.
Segundo relatos de pais, os alunos enfrentam longas rotas diárias em linhas consideradas desorganizadas, o que resulta em jornadas extensas dentro de veículos apontados como precários. “Estão colocando veículos sucateados para o transporte, colocando em risco a vida de nossos filhos”, afirmou uma mãe. Outra relatou condições insalubres: “Falta cinto de segurança, veículos com cheiro de gasolina e graxa, onde cabem dez alunos, colocam o dobro”.

Ainda conforme os responsáveis, já houve situações em que estudantes precisaram empurrar o veículo durante o trajeto, evidenciando falhas mecânicas e falta de manutenção.
Além das condições dos veículos, a rotina dos alunos também preocupa. De acordo com os pais, algumas crianças e adolescentes precisam sair de casa ainda na madrugada e retornam apenas à noite, por volta das 20h. “São motoristas que não conhecemos, viajando à noite com nossos filhos”, protestou outra mãe.

Até 2025, o transporte escolar dos alunos da rede estadual no município era realizado por meio de parceria entre o Estado e a prefeitura, via programa PEATE/RS. No entanto, neste ano, a administração municipal decidiu rescindir o convênio, alegando insuficiência nos repasses do governo estadual. Segundo a prefeitura, a manutenção do serviço geraria um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão aos cofres do município em 2026.
O vereador Everson Gonçalves (MDB), que acompanhou os moradores até o Ministério Público, criticou a situação. “O que mais causa revolta é o estado dos veículos destinados a esse serviço. Recebemos denúncias de bancos rasgados e sem estofamento, o que fere a dignidade e coloca em risco a segurança dos estudantes”, afirmou.
O parlamentar informou ainda que entrou em contato com a 8ª Coordenadoria Regional de Educação solicitando providências imediatas. Até o momento, os pais aguardam respostas das autoridades sobre possíveis medidas para regularizar o transporte escolar no município.



































































