Na quarta-feira, 08 de abril, foi realizado o segundo dia de pré-consultas para cirurgias vasculares no Hospital Dr. Getuinar D’Ávila do Nascimento, por meio da contratualização com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ao todo, 33 municípios serão atendidos pelo serviço, que marca um importante avanço na área da saúde regional.
A diretora do hospital, Cristiane Gallina, destaca a conquista como resultado de um trabalho iniciado ainda em 2023. “Para nós do hospital é um grande orgulho, porque a gente vem desde 2023 batalhando pelo alvará do Bloco Cirúrgico. Após uma contratualização com o Estado, que foi solicitada através de um projeto no início de 2025, tivemos a alegria de, em dezembro, quando a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, esteve no município, assinar a contratualização. Seguimos para um novo caminho e já estamos atuando”, afirma.

Segundo ela, a procura tem sido significativa. “No mês de março tivemos 17 consultas. Para o mês de abril liberamos 120 consultas, que são as pré-consultas através do Gerenciamento de Consultas (Gercon), que é a regulação do Estado. Hoje, estamos com 30 consultas no hospital, sendo que nenhuma delas é de São Pedro do Sul, todas da região”, ressalta a diretora,
Cristiane também destaca o impacto positivo para o município. “É um grande orgulho para toda a equipe do hospital — médicos, enfermeiros, higienização, lavanderia — porque aqui é uma engrenagem. E também para o nosso município, porque acaba movimentando a cidade com a vinda dos pacientes e acompanhantes.”
A equipe responsável pelos procedimentos conta com o médico cirurgião vascular, Elton Weber, a médica anestesista Dalva Dotto, a enfermeira responsável Elaine da Rocha e três técnicos de enfermagem
O cirurgião vascular, Elton Weber explica que o projeto representa uma modernização no atendimento. “Nós começamos com o projeto, com o Programa Assistir, e vamos dar apoio a 33 municípios. É um projeto moderno. O Bloco Cirúrgico estava sem alvará, fechado, com estrutura e equipamentos, mas não habilitado. O trabalho da administração, da diretora Cristiane, com apoio da Secretaria de Saúde e da enfermeira Elaine, foi fundamental”, afirma.
Ele também destaca a oferta de novos tratamentos. “Estamos fazendo a aplicação de espuma, com fins não estéticos. É a novidade do nosso projeto em relação aos outros serviços da região. Seguimos rigorosamente as diretrizes internacionais”, diz Elton.
O médico afirma ainda que o acesso ao serviço ocorre exclusivamente via regulação estadual. “O paciente começa com a consulta na Unidade Básica de Saúde. O médico o insere no sistema Gercon, e o Estado faz a regulação. Ao chegar ao hospital, já na primeira avaliação definimos o tratamento: cirurgia, aplicação de espuma ou outro encaminhamento”, ressalta.
Sobre a recuperação, Elton explica que na cirurgia convencional, o paciente fica afastado do trabalho em torno de duas semanas. Já na aplicação de espuma, no segundo dia ele tem vida normal.
A médica anestesista, Dalva Dotto enfatiza a integração da equipe.“O meu trabalho é cem por cento vinculado ao do cirurgião. Faço a avaliação pré-anestésica e, normalmente, utilizamos bloqueio raquidiano ou, em alguns casos, sedação mais profunda”, afirma ela.
Dalva também destaca o retorno ao município. “Fiquei muito feliz em voltar, porque estou na minha terra, na minha casa, fazendo aquilo que gosto.”
A enfermeira responsável pelo Bloco Cirúrgico, Elaine da Rocha, enfatiza a organização e o trabalho coletivo. “Compete à enfermagem receber o paciente, preparar e encaminhar para a sala, além de garantir insumos e materiais esterilizados. Temos uma equipe bem sincronizada”, diz ela.
Elaine relembrou o início do processo.“Acompanhei desde o começo, limpando e organizando o bloco até a liberação, em 2024. É uma grande conquista para São Pedro do Sul”, comemora a enfermeira.
Entre os pacientes atendidos, está Liane Carvalho, do município de Paraíso do Sul, que aguarda cirurgia há dois anos. “É a primeira vez que venho a São Pedro do Sul. Fui muito bem atendida. Tenho varizes há anos e agora, aposentada, fui em busca do tratamento. Tenho medo de trombose e vejo isso como prevenção. Estou muito feliz”, afirma a paciente.
O serviço representa um avanço importante na descentralização dos atendimentos de média complexidade, ampliando o acesso à saúde e fortalecendo o hospital como referência regional.
Por Andressa Scherer Tormes





























































