O Hospital Municipal Dr. Getuinar Dàvila do Nascimento (HMGDN) de São Pedro do Sul, completa nesta sexta-feira (30/7), duas semanas sem internações na Unidade Covid-19 desde que foram ativados oito leitos no município em 25 de fevereiro deste ano. No período foram tratados na unidade 105 pacientes de São Pedro e região diagnosticados com o novo coronavírus. Seis óbitos foram registrados.
De acordo com a Diretora do HMGDN, Cristiane Gallina, nestes meses a equipe enfrentou grandes desafios, como a corrida contra o tempo na busca de leitos clínicos quando a demanda de pacientes era maior que a capacidade da unidade de São Pedro do Sul e não haviam leitos de UTI disponíveis nos hospitais. “Não tinha dia, não tinha noite para se conseguir leitos em outros hospitais”, explica a diretora. “Havia uma demora angustiante em se conseguir leitos. Muitas vezes entrava em contato direto com a direção de hospitais na tentativa de conseguir a internação, mesmo com os pacientes cadastrados no GERINT (sistema de gestão de internações que registra a solicitação, regulação e confirmação das internações hospitalares), salienta Cristiane. No país, milhares de pessoas infectadas pelo vírus morreram por falta de leitos.
Para o médico responsável pela Unidade Covid do hospital, Adriano Fernandes Cesar, a alta demanda de pacientes graves e a complexidade da doença em meio ao pico da pandemia exigiu um grande esforço da equipe de profissionais que trabalham na unidade, médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. “Estamos em um hospital de baixa complexidade, mas todos os procedimentos, como exames de gasometria, ventilação não invasiva, que no geral não tem em hospitais de baixa complexidade, foram adotados pela nossa unidade, somados a uma equipe treinada, conseguimos fazer a diferença”, disse Adriano.
“Muitas vezes, sem ter para onde mandar os pacientes graves, tivemos que criar condições para atende-los. Foram dias difíceis para a equipe”, ressaltou o médico.
A farmacêutica Mariana Costa, que está há oito anos a frente da farmácia do HMGDN, relata que muitos medicamentos usado no combate ao vírus desapareceram dos laboratórios em meio aos picos da pandemia. “Medicamentos controlados simplesmente desapareceram da indústrias, não se encontrava. Graças a Deus muitas vezes conseguimos comprar a peso de ouro. Apesar das dificuldades não faltou nada, afirmou. Mariana salienta que o o governo do Município não deixou faltar recursos para compra de medicamentos para uso na Unidade Covid.
De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (veja abaixo), na quarta-feira (28/7) haviam 11 moradores em tratamento com a doença no município e três pacientes internados em UTIs, número muito menor se comparado ao último dia 1º de junho, quando o boletim registrava 129 pacientes em tratamento e 15 internados em hospitais.
































































