Uma região com riquezas e belezas naturais únicas no mundo, mas, ao mesmo tempo, com um povo em situação de vulnerabilidade social. Segundo dados do IBGE, mais de 47% da população da região amazônica vive abaixo da linha de pobreza, o que representa 1,9 milhões de pessoas.
Para reduzir estes índices de pobreza o Instituto UNA Brasil, uma organização missionária, seleciona profissionais voluntários para trabalhar junto a comunidades urbanas e ribeirinhas do Amazonas, entre outras ações no Brasil e em outros países.
Em São Pedro do Sul, três irmãos, a médica pediatra Ticiana Aita Xavier , o cirurgião dentista Tales Aita Xavier e a médica veterinária e acadêmica em odontologia, Ana Laura Aita Xavier, aceitaram o desafio de se unir a um grupo de voluntários e participar da Missão Amazônia promovida pelo Instituto UNA entre os dias 16 e 26 de fevereiro, cujo objetivo foi o de proporcionar atendimentos médicos e odontológicos a moradores ribeirinhos da Amazônia, além de outros trabalhos voluntários, como o de reformar o posto de saúde em uma das comunidades.

De acordo com Ana Laura, o Instituto UNA abriu as inscrições para a Missão Amazônia em julho de 2022, através de sua conta no Instagram. “Eu e a Ticiana nos inscrevemos e fomos selecionadas. Já a história do Tales foi um pouco diferente. Um dia antes de embarcarmos para a missão descobrimos que o dentista que iria havia desistido de participar. Foi quando convidamos o Tales para nos acompanhar e, para a nossa surpresa, ele topou mesmo em cima da hora”, conta.

Conforme Ana Laura, em Manaus eles encontraram o restante do grupo de voluntários, formado por médicos, dentista, enfermeira, pintores, engenheiro civil, advogados, veterinários e acadêmicos de vários cursos vindos de outras regiões do país. “Viajamos 2 horas de ônibus até a cidade de Manacapuru onde havia um barco a nossa espera para iniciarmos a nossa jornada pelo rio Solimões. Depois viajamos por mais 8 horas de barco (cerca de 70 km) de Manacapuru até a comunidade ribeirinha onde permanecemos durante 10 dias. A comunidade se chama Rosa de Saron. Lá dormíamos em redes, o consultório odontológico foi montado no quarto da casa do líder da comunidade e os consultórios médicos e a farmácia numa pequena igreja, conta.

Na comunidade, o grupo realizou 100 atendimentos médicos e 70 atendimentos odontológicos, além de outros serviços profissionais. “Atendíamos a população da Rosa de Saron e de outros moradores próximos, que vinham de barco até à comunidade onde estava acontecendo os atendimentos”, lembra.
“A população local foi sempre muito gentil e acolhedora. Além disso, se mostrou sempre muito grata com tudo que estávamos fazendo. Foi uma experiência única que vamos levar para a vida toda!”, salientou Ana Laura.




































































