Nossas redes sociais

Digite o que você procura

Agronegócio

Sistema silvipastoril auxilia pastagens e animais no período de estiagem

Equipe do Comitê Gestor do Plano ABC+ visitou propriedades e constatou as vantagens do sistemaPublicação: 08/02/2023 às 15h28minpropriedade de Sandra Brum Tupanciretã sistema silvipastoril 1 Propriedade em Tupanciretã desenvolve sistema silvipastoril há 23 anos com o uso da acácia negra - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi A coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), junto à Emater e à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), visitou, no final de janeiro, produtores de três municípios da região central do Estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo foi avaliar e discutir o desempenho do sistema, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta, durante o período de seca. O trabalho de implementação é desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater.O Plano ABC+, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), tem como meta promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele possui duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento.Já a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciretã, buscou a recuperação do solo e a presença de sombra para os animais nas duas áreas que tem com o sistema, as quais totalizam cinco hectares. “Nos dias muito quentes, vemos os animais se protegendo na sombra. E, no inverno, a floresta de acácia negra oferece proteção contra os ventos frios e a geada”, conta. Além dos animais, o pasto também fica protegido em ambas as situações. Sandra optou pelo plantio da acácia negra, que auxilia no aumento da matéria orgânica do solo e apresenta crescimento rápido.O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feijó, implantou o sistema silvipastoril há dois anos em uma área de sete hectares. “Acredito que não tenha mais volta depois desse sistema, pois o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benefícios para ele”, afirma.propriedade Pedro Barra do Ribeiro sistema silvipastoril 1 Pastagens crescem, mesmo durante a estiagem, em função do sistema silvipastoril desenvolvido em propriedade de Barra do Ribeiro - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi “É uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores”, explica o engenheiro florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comitê Gestor do Plano ABC+.O professor do curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Verificamos o crescimento muito acima da média das árvores, além do aumento na qualidade da pastagem.” Segundo ele, “em 2023, quando estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, os produtores têm relatado que o pasto está menos degradado com o sistema silvipastoril.”Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção do sistema. “A floresta não prejudica a pastagem, ela maximiza o uso do solo. Assim, o sistema garante um melhor fluxo de renda, e é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem.”Atualmente, a regional de Santa Maria da Emater atende 40 propriedades com o sistema silvipastoril. O primeiro município a implantá-lo foi Nova Esperança, em 2005. “Produtores rurais, técnicos e pesquisadores vêm observando a persistência da pastagem verde e seu crescimento, mesmo com muitos dias sem chuvas. O resultado é a reserva de forragem em pé para os animais se alimentarem e persistirem na produção de leite e engorda, inclusive durante períodos de crise como a vivida desde novembro de 2022”, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Além da Emater Santa Maria, outras 12 regionais vêm desenvolvendo trabalhos de incentivo à implantação do sistema.“Os produtores que visitamos estão muito satisfeitos, pois o sistema, além de minimizar os impactos da estiagem na produção de leite e de carne, também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário gaúcho”, destaca Jackson. Segundo ele, o Estado deve incentivar a adoção do sistema como uma estratégia de médio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produção pecuária.Outras experiências de sistema silvipastoril no EstadoMais informações sobre o Plano ABC+Texto: Maria Alice Lussani/Ascom Seapi Edição: Felipe Borges/SecomÚLTIMAS NOTÍCIAS propriedade de Sandra Brum Tupanciretã sistema silvipastoril 1propriedade de Sandra Brum Tupanciretã sistema silvipastoril 1 PECUÁRIA 08/02/2023 - 15h28min Sistema silvipastoril auxilia pastagens e animais no período de estiagem Card Aviso de pauta Novas FaçanhasCard Aviso de pauta Novas Façanhas SAÚDE 08/02/2023 - 15h06min Estado entrega equipamentos para hospital de Encruzilhada do Sul na quinta (9) Conclusão de terceira faixa na RSC-153Conclusão de terceira faixa na RSC-153 ESTRADAS 08/02/2023 - 11h22min Daer finaliza construção de três trechos de terceira faixa na RSC-153 MAIS ÚLTIMAS NOTÍCIAS Agenda do Governador icone Conteúdo acessível em libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro ou Hozana.Conteúdo acessível em libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro ou Hozana. Institucional Secretarias Balanços anuais Imprensa Agência de Notícias Últimas Notícias Artigos Fotos Áudios Vídeos Agenda do governador Serviços Transparência Código de Conduta Sobre o RS História Geografia Símbolos Turismo Constituição Estadual Palácio Piratini Praça Marechal Deodoro, s/n Porto Alegre - RS - mapa Centro Histórico Fone: (51) 3210.4100 Facebook: Governo do Rio Grande do Sul Twitter: Governo RS YouTube: Governo do Rio Grande do Sul Instagram: Governo do Estado do RS Desenvolvido pela PROCERGS Termos de Uso Propriedade em Tupanciretã desenvolve sistema silvipastoril há 23 anos com o uso da acácia negra Autor: Fernando Dias/Ascom Seapi

A coordenação do Comitê Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+), junto à Emater e à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), visitou, no final de janeiro, produtores de três municípios da região central do Estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo foi avaliar e discutir o desempenho do sistema, que propicia a integração lavoura-pecuária-floresta, durante o período de seca. O trabalho de implementação é desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater.

O Plano ABC+, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), tem como meta promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos.

“Estou salvando meu gado nesta seca”, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele possui duas áreas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as árvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento.

Já a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciretã, buscou a recuperação do solo e a presença de sombra para os animais nas duas áreas que tem com o sistema, as quais totalizam cinco hectares. “Nos dias muito quentes, vemos os animais se protegendo na sombra. E, no inverno, a floresta de acácia negra oferece proteção contra os ventos frios e a geada”, conta. Além dos animais, o pasto também fica protegido em ambas as situações. Sandra optou pelo plantio da acácia negra, que auxilia no aumento da matéria orgânica do solo e apresenta crescimento rápido.

O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feijó, implantou o sistema silvipastoril há dois anos em uma área de sete hectares. “Acredito que não tenha mais volta depois desse sistema, pois o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benefícios para ele”, afirma.

propriedade Pedro Barra do Ribeiro   sistema silvipastoril 1
Pastagens crescem, mesmo durante a estiagem, em função do sistema silvipastoril desenvolvido em propriedade de Barra do Ribeiro – Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

“É uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em média oito graus a temperatura, trazendo bem-estar para os animais e alívio para a pastagem. Além disso, é um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido à presença de árvores”, explica o engenheiro florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comitê Gestor do Plano ABC+.

O professor do curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que “o que estamos observando é a perfeita harmonia de crescimento de árvores e de pastos, com ganhos para ambos. Verificamos o crescimento muito acima da média das árvores, além do aumento na qualidade da pastagem.” Segundo ele, “em 2023, quando estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, os produtores têm relatado que o pasto está menos degradado com o sistema silvipastoril.”

Para Farias, vários conceitos estão sendo revistos com a adoção do sistema. “A floresta não prejudica a pastagem, ela maximiza o uso do solo. Assim, o sistema garante um melhor fluxo de renda, e é possível a manutenção da pecuária mesmo durante a estiagem.”

Atualmente, a regional de Santa Maria da Emater atende 40 propriedades com o sistema silvipastoril. O primeiro município a implantá-lo foi Nova Esperança, em 2005. “Produtores rurais, técnicos e pesquisadores vêm observando a persistência da pastagem verde e seu crescimento, mesmo com muitos dias sem chuvas. O resultado é a reserva de forragem em pé para os animais se alimentarem e persistirem na produção de leite e engorda, inclusive durante períodos de crise como a vivida desde novembro de 2022”, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Além da Emater Santa Maria, outras 12 regionais vêm desenvolvendo trabalhos de incentivo à implantação do sistema.

“Os produtores que visitamos estão muito satisfeitos, pois o sistema, além de minimizar os impactos da estiagem na produção de leite e de carne, também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário gaúcho”, destaca Jackson. Segundo ele, o Estado deve incentivar a adoção do sistema como uma estratégia de médio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produção pecuária.

Outras experiências de sistema silvipastoril no Estado

Mais informações sobre o Plano ABC+

Tempo agora
São Pedro do Sul - RS
Carregando...

Leia também

Agronegócio

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do protocolo oficial do Projeto de Lei nº 259/2026, realizado na quinta-feira (23), na Assembleia...

Agronegócio

O Banrisul ampliou o atendimento de demandas de crédito do Plano Safra 2026/27 a partir desta quinta-feira (23), com a publicação da regulamentação, pelo...

Agronegócio

O nematoide-das-galhas (Meloidogyne graminicola) desafia a produtividade do cultivo de arroz por vários motivos. “Seu controle é difícil: quando os sintomas começam a aparecer,...

Agronegócio

Antecipando o 5° Leilão Soldera Portas Abertas, o Grupo Soldera abre as portas da sua casa, em Panambi (RS), para receber pecuaristas e convidados....

Agronegócio

Os ataques de javalis continuam provocando prejuízos expressivos à ovinocultura no Rio Grande do Sul, principalmente na região da Campanha. Um levantamento realizado pela...

Agronegócio

A Casa de Cultura de São Pedro do Sul sediará, na próxima sexta-feira, 10 de julho, a partir das 13h30, o III Seminário de...

Agronegócio

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), convida os produtores rurais do Rio Grande do...

Agronegócio

A manhã do segundo dia de XXI Jornada Nespro e II Congresso de Criadores teve um tom mais técnico que desdobrou, em números, o...

Geral

A aprovação do Projeto de Lei 5122/2023 pelo Senado Federal marcou uma importante vitória para os produtores rurais brasileiros que enfrentam uma das maiores...

Agronegócio

A possibilidade de um novo episódio de El Niño voltou a mobilizar lideranças do agronegócio e dos governos no Rio Grande do Sul. Há...

Agronegócio

A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 no maior patamar da série trimestral apresentada pela Serasa Experian na nova edição do Boletim Agro. O índice atingiu...

Agronegócio

Celebrado em 7 de junho, o Dia Estadual do Vinho reforça a importância de uma das cadeias produtivas mais tradicionais e estratégicas do Rio...

Agronegócio

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026, documento...

Agronegócio

Em 27 de maio de 2021, logo no início da sua 88ª Assembleia Geral, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) oficializou a concessão do...

Agronegócio

Se a fase no Rio Grande do Sul é boa para a produção de gado, a oportunidade também se abre para a retomada de...

Agronegócio

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 99,58% da área cultivada nesta terceira semana de maio. O levantamento, realizado pelo Instituto...

Agronegócio

Os produtores rurais declararam 29,86% dos animais criados no Rio Grande do Sul, por meio da Declaração Anual de Rebanho e pela atualização cadastral...