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Juros cobrados no rotativo do cartão de crédito sobem para 445,8% ao ano, o maior em 18 meses

O aumento registrado no último mês foi de 7,4 pontos percentuais. Estes são os maiores juros médios para a modalidade registrados desde maio de 2023, quando o índice estava 454% ao ano. Foto: Agência Brasil

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo voltaram a subir em novembro, e chegaram a 445,8% ao ano em novembro, o maior patamar desde maio do ano passado. A informação foi divulgada pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27).

O aumento registrado no último mês foi de 7,4 pontos percentuais. Estes são os maiores juros médios para a modalidade registrados desde maio de 2023, quando o índice estava 454% ao ano.

O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Caso o cliente deixe de pagar, o banco deverá parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma para quitar a dívida em condições mais vantajosas em um prazo de 30 dias.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu no início deste ano que os juros das operações no rotativo e parcelado em 2024 não podem exceder 100% do valor da dívida original. Maio é o quinto mês de validade da decisão que limitou a dívida total no cartão de crédito.

Enquanto isso, a taxa de juros do parcelado do cartão subiu de 180% para 183,3%. Desse modo, a taxa de juros total do cartão de crédito variou de 82,2% para 83,2% em novembro.

No caso do cheque especial, os juros cobrados em novembro foram de 137,7%, frente a 135,5% de taxa em outubro.

Inflação

Outro dado divulgado nesta sexta foi a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, que desacelerou para 0,34% em dezembro após alta de 0,62% no mês anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. No ano, o índice fechou em 4,71%, o menor patamar desde 2020. Ainda assim, ficou acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Quando a taxa estoura o teto, ou seja, 4,5%, o presidente do Banco Central é obrigado a divulgar uma carta aberta explicando os motivos de não ter cumprido o objetivo fixado para o ano.

No quesito alimentação, os preços subiram e pesaram no resultado. O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,47% no mês. No ano, o salto foi de 8%, com avanço de carnes, azeite e café, por exemplo.

A maior pressão veio da alimentação no domicílio, que registrou variação de 1,56% em dezembro, com aumentos do óleo de soja e carnes. A alimentação fora do domicílio, por sua vez, acelerou 1,23%. (AG)

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