O vereador Everson Gonçalves (Maguinho) do MDB, foi eleito na noite de ontem, quarta-feira (27), por seis votos a cinco, presidente da Câmara de Vereadores de São Pedro do Sul, com o apoio do dos vereadores do PT, Graziela Kauss, Artêmio Diniz e Enio Barcellos, do vereador do PSB Maiquel Marconato e do colega de partido, ver. Zico.
O ver. Bruno Pinheiro (PRD) era cotado para assumir a o comando da Casa legistativa em 2024 em razão do acordo firmado no inicio da legislatura entre os sete vereadores eleitos pela coligação que elegeu a prefeita Ziania Bolzan em 2020. Pelo convencionado entre os vereadores na época, em 2021 o PTB assumiria o comando da Câmara, no segundo ano o MDB, no terceiro ano assumiu o PP, que passou a ter representatividade na Câmara e em 2024, o PTB (hoje Partido Renovação Democrática – PRD ) voltaria ao comando da Câmara, por possuir a maior bancada de vereadores.
O acordo vinha sendo mantido até a eleição de ontem, porém os vereadores Maguinho e Zico deixaram de cumprir o estabelecido, colocando o MDB na presidência em 2024. Alegando compromisso em “um bairro”, os dois parlamentares, acompanhados do ver. Maiquel Marconatto, se ausentaram do plenário antes do término da sessão, quando os emedebistas foram duramente criticados pelos colegas da base do governo, durante seus pronunciamentos na tribuna.

Primeiro a se manifestar, o ver. Walter Menezes (PRD), quando disse que até o momento o acordo vinha sendo cumprido com o MDB. “A gente não é obrigado a fazer acordos, mas quando a gente faz, a gente tem que honrar com a palavra, que é o maior documento… Homem que não tem palavra, não cumpre nem a palavra e nem documentos” disse.
O ver. Eduardo Serdotti salientou “que na política nada mais me surpreende”. O parlamentar disse ainda estar triste com a situação. “Acordos firmados são para serem cumpridos, pelo menos eu aprendi isso com meu pai e não arredo o pé, se eu tratar está tratado… tenho pouca experiência na política, mas entendo que é a gente que constrói nossa trajetória, e se, a gente não cumprir acordos, não seguir uma linha retilínea… a comunidade vai ver que gente, que não tem palavra, não se pode confiar”.
“Depois do que ei vi hoje aqui nesta Casa, o secretário (ver. Maguinho) não merece meu respeito, o pré-candidato do MDB (ver. Zico), que se diz candidato, não merece o meu respeito. Na última sessão foi dito aqui nesta Casa que um homem tinha que honrar o bigode, ter caráter e ter palavra. Duas coisas eu não vi hoje aqui: caráter e palavra”, disparou o ver. Moura em seu pronunciamento, lamentando ainda que os dois parlamentares haviam se ausentado do plenário. “Tenho certeza que estrategicamente se retiraram, arrumaram um motivo para se retirar, e o mais feio ainda, é quando um homem erra, e tenta fugir de seu erro…”, disse.
Já o ver. Kiko Panciera falou em caráter, palavra e posicionamento. “Jamais vou me vender, eu não tenho preço… Não vou me vender por trabalho ou por cargo… e eu sei do que estou falando, porque foram lá na sala da minha casa, vender o voto para presidente (da Câmara) na eleição em que fui eleito para presidente desta Casa. O ver. Everson Gonçalves (Maguinho)… foi vender o voto dele para este vereador solicitando que eu desse a vaga da assessoria do progressistas para a assessora do MDB. Ele queria dar a assessoria pra ela aqui na minha bancada. Não. Político que defende a nova política e vem vender seu voto, fazer tratadinho para ganhar cargo… Vergonha, sem palavra e sem moral nenhuma para ser vereador desta Casa”, frisou Panciera

O ver. Bruno Pinheiro confirmou o acordo envolvendo os sete vereadores da base do governo Ziania Bolzan e que os vereadores Zico e Maguinho não representam o MDB. “Dizem que representam o MDB, mas envergonham o MDB… é uma noite triste para a política, mas é uma noite de aprendizado porque este não é o São Pedro que queremos, o São Pedro que queremos é de verdade, caráter, retidão e palavra…”, disse.
Para secretário da Mesa Diretora em 2024, foi eleito o ver. Kiko Panciera e para vice-presidente o ver. Zico.
Errata: A redação do Gazeta Hoje publicou erroneamente, conforme informações recebidas de uma fonte ligada a política são-pedrense, que o ver. Maiquel Ribas Marconato teria participado do acordo entre os vereadores, o que não corresponde a verdade. O texto foi corrigido.




































































