Segue acontecendo no Fórum de Planalto o Julgamento de Alexandra Salete Dougokenski, 35 anos, acusada de ser autora da morte do próprio filho, Rafael Matheus Winques, 11 anos, em 2020.
Agora a pouco terminou a fase de oitiva das testemunhas do caso e na sequencia iniciará a fase de debates entre acusação e defesa. Pelo Ministério Público estão atuando os Promotores de Justiça Diogo Gomes Taborda, Marcelo Tubino Vieira e Michele Taís Dumke. O Advogado Daniel Figueira Tonetto atua como assistente de acusação. Já a defesa é liderada pelo advogado Jean Severo, com apoio de integrantes de seu escritório. A Juíza de Direito Marilene Parizotto Campagna preside o julgamento.
No primeiro dia de julgamento, foram ouvidos Ana Maristela Stamm, ex-professora de Rafael; Ercilio Carletti, delegado responsável pela investigação do caso; e, por videoconferência, o delegado Eibert Moreira Neto, que reforçou as investigações do caso em 2020.
No segundo dia, na terça-feira (17), depuseram Anderson Dougokenski, filho mais velho de Alexandra; o ex-namorado da ré, Delair de Souza Pereira; o pai de Rafael, Rodrigo Winques; Ladjane Ravagio, ex-professora do menino; Isaílde Batista, mãe de Alexandra; Alberto Cagol, irmão da acusada; e a perita criminal Bárbara Zaffari Cávedon.
Nesta quarta-feira (18), julgamento recomeçou com depoimento da ré, Alexandra Dougokenski, que negou todas as acusações e disse que autor do homicídio foi o pai da criança, Rodrigo Winques, e que ela somente confessou o crime por medo do ex-marido.
Ao longo do processo, após ter confessado e apontado o local do corpo, após dez dias de desaparecimento, Alexandra mudou o depoimento diversas vezes e passou a apontar o pai da criança como o autor pelo crime. A expectativa é que o julgamento termine ainda hoje.
Novas suspeitas – A Justiça de Farroupilha , na Serra do Rio Grande do Sul, determinou que a Polícia Civil realize novas investigações sobre a morte de José Dougokenski, ex-marido de Alexandra Dougokenski. Ele foi encontrado morto em 2007, num caso inicialmente concluído como suicídio. A família suspeita que ele tenha sido morto e por isso o caso foi reaberto.

O juiz Enzo Carlo de Gesu acolheu pedido do Ministério Público e do assistente de acusação para que 15 testemunhas sejam novamente ouvidas. O magistrado determina que a polícia vá até a casa, em Linha Julieta, interior de Farroupilha, para ver se ela ainda existe e para que lá possa ser feita a reconstituição do caso. Por fim, o juiz manda que a Polícia Civil busque o registro de ligações à Brigada Militar do dia 5 de fevereiro de 2007, quando o crime aconteceu.
A defesa de Alexandra Dougokenski afirma que “vai aguardar as diligências com muita tranquilidade” e que confia no laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que concluiu que a morte se deu por suicídio. “A Alexandra não vai participar de nenhuma diligência”, informa o advogado Jean Severo.
A determinação da Justiça no processo sobre a morte do ex-marido é do dia 19 de dezembro, com as partes intimadas na segunda (16).
“Isso não significa culpabilidade, apenas a reabertura da investigação, porque há novos documentos apresentados que merecem apuração. Mais para a frente, pode ser oferecida denúncia, caso se comprove a responsabilidade dela, ou pode ser feito o pedido para rearquivamento”, explica o promotor Evandro Kaltbach.
Essas são as primeiras determinações de investigações no processo, que foi reaberto em 2021 a pedido do Ministério Público. Após a morte do garoto Rafael Winques, a família viu semelhanças na forma com ele foi morto e a de José, como explica a advogada.
















































