A fusão entre o Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL), oficializada na quarta-feira (6/10) repercutiu em São Pedro do Sul. Unico parlamentar do DEM no município, o ver. Kiko Panciera segue os passos de seu partido no Rio Grande do Sul, com maioria contrária a fusão, e questiona a condução do processo que pode formar maior bancada da Câmara, com 81 deputados.
Segundo Panciera, a fusão foi orquestrada para enfraquecer a candidatura a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O objetivo é claro: abocanhar uma fatia maior do fundo partidário, ganhar mais tempo nas mídias e impedir a reeleição do Bolsonaro”, salienta.

O novo partido que será criado, o União Brasil, com o número 44 a ser adotado nas urnas, terá perto de R$ 158 milhões por ano de fundo partidário, dinheiro público que abastece as legendas para gastos que vão de aluguel de sede, pagamento de salários, aluguel de jatinhos, entre outros. Para ser oficializada, a nova sigla depende da chancela do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que pode ocorrer até janeiro.
Com relações próximas ao ministro do Trabalho e Emprego, o deputado federal licenciado Onyx Lorenxoni, contrário à união das siglas, Panciera acredita que se confirmada a união dos dois partidos pelo TSE, haverá uma debandada de parlamentares alinhados ao governo de Jair Bolsonaro. “Devemos ter posicionamento e não aceitar o que tentam nos impor goela abaixo. Muitos deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos e vereadores deverão buscar outros partidos e eu como vereador eleito pelo Democratas, partido que me acolheu e me deu total apoio pra chegar onde chegamos, entendo que devemos de uma forma conjunta, avaliar a situação e tomar uma decisão. Nos próximos dias vamos nos reunir e decidir o que faremos, até porque devo definir minha vida política. Diante desta fusão, onde não fomos convidados para discutir, abre-se uma janela onde posso escolher se fico ou busco outro caminho. Já temos convite de outras siglas, já fomos procurados por deputados federais e estaduais e nesta hora temos que ter os pés no chão” afirmou.
De acordo com a legislação vigente, em caso de fusão, parlamentares podem trocar de partido fora do período da “Janela Partidária” (seis meses antes do pleito), sem risco de perda do mandato. O tempo para concluir a mudança é de 30 dias. Senão, os vereadores e deputados de PSL E DEM automaticamente passarão a integrar o novo partido.

































































