Com a chegada do inverno, aumenta a disseminação de vírus respiratórios. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções respiratórias estão entre as principais causas de hospitalização e mortalidade em populações vulneráveis, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Em São Pedro do Sul, o Hospital Dr. Getuinar D’Avila do Nascimento registra aumento da demanda, o que levou a uma reorganização das escalas, fluxos e recursos. “Tivemos intensificação das medidas de prevenção e controle de infecções, como o uso de equipamentos de proteção, isolamento de pacientes quando necessário e reforço na higienização dos ambientes. Salientando que a demanda segue em todos os setores do hospital: administrativo, lavanderia, cozinha, higienização, farmácia, enfermagem e toda a equipe técnica”, afirma a diretora do Hospital, Cristiane Gallina.
Cristiane destaca ainda que a equipe foi reforçada e, atualmente, o Hospital possui 50 leitos, e a média de internações tem variado entre 20 e 36 pacientes. “Esse aumento na capacidade atende à maior demanda de internações durante o inverno e também referente às cirurgias realizadas pela instituição”, diz a diretora.
Para evitar a superlotação no Pronto Atendimento (PA), a orientação é que a população procure os serviços em situações de urgência e emergência. “Nos casos de sintomas leves, é recomendado buscar atendimento nas unidades básicas de saúde ou nos serviços de atenção primária, que são os locais mais adequados para esses casos, e procurar assistência médica logo no início dos sintomas, quando necessário. O uso consciente dos serviços de saúde contribui para evitar a superlotação do Pronto Atendimento e garante que os pacientes com maior gravidade sejam atendidos de forma mais ágil e segura”, enfatiza Cristiane.
De acordo com o médico emergencista e responsável técnico pelo Pronto Atendimento, Elton Weber, nesta época do ano os vírus mais comuns são o influenza (vírus da gripe), vírus sincicial respiratório (VSR) e a COVID-19. Outros vírus com menor importância são rinovírus e adenovírus. Entre os sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, congestão nasal e dor no corpo. “A gripe é um quadro respiratório causado pelo vírus influenza, que causa sintomas sistêmicos intensos e início rápido ou abrupto. Já o resfriado é um quadro mais leve, insidioso ou lento, causado por outros vírus de menor importância, que geralmente não levam a complicações como pneumonias. O que diferencia a gripe de um resfriado comum é a intensidade dos sintomas”, salienta o médico.
É importante procurar atendimento médico imediatamente quando houver sinais de alerta, como febre alta e falta de ar (dispneia). Pessoas que integram grupos de risco também precisam ficar atentas. “São indivíduos que têm maior risco de contrair o vírus ou desenvolver doença grave. São aqueles com imunodeficiência (com câncer, fazendo quimioterapia), idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas”, explica Elton.
Vacinação é uma das formas de prevenir a gripe
A vacina contra a influenza é fundamental para prevenir casos graves, internações e mortes. Ela reduz a incidência de complicações, como pneumonias, e diminui a circulação do vírus na comunidade, protegendo também pessoas vulneráveis que não podem ser vacinadas.
O médico Elton ressalta que, além da vacinação, é importante também que pessoas com sintomas de gripe evitem contato com o público. “Com sintomas, a máscara cirúrgica é obrigatória. A lavagem das mãos e a utilização do álcool 70% devem fazer parte da rotina das pessoas, independentemente da estação do ano ou de qualquer sintoma”, afirma.
Conforme a responsável pelo Setor de Imunizações do município, enfermeira Sabrina Santos Garcia, São Pedro do Sul recebeu, através do Ministério da Saúde, o total de 5.175 doses da vacina contra a influenza. Desse total, foram administradas, até o momento, 4.263 doses. A enfermeira ressalta que houve uma diminuição significativa da procura pelas vacinas nos últimos dias.
As vacinas foram disponibilizadas inicialmente para os grupos de risco e, agora, estão disponíveis para a população em geral, nas seis unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Para realizar a imunização, é preciso apresentar documento de identificação e a carteira de vacinação.
Saiba mais
Principais motivos que destacam a importância da vacinação contra a influenza:
- Proteção contra formas graves: A vacina prepara o sistema imunológico para combater o vírus, reduzindo drasticamente o risco de a doença evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
- Redução de riscos cardiovasculares: A infecção pelo vírus influenza aumenta o esforço do organismo e a inflamação, podendo elevar o risco de infartos e AVCs. A vacina atua como uma aliada na proteção do coração.
- Segurança coletiva: Ao manter a caderneta atualizada, você cria a chamada “imunidade de rebanho”, dificultando a disseminação do vírus para indivíduos de alto risco, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
- Prevenção de sobrecarga no sistema de saúde: Evitar surtos e a contaminação em massa ajuda a preservar os recursos hospitalares.
Por Andressa Scherer Tormes






























































