A estratégia de vacinação contra a gripe influenza de 2026 começa na próxima segunda-feira (30) em São Pedro do Sul. A ação busca imunizar o maior número de pessoas dos grupos prioritários e, com isso, reduzir complicações, internações e mortes provocadas pela doença. A recomendação da secretaria de Saúde é que as pessoas se vacinem o quanto antes, garantindo proteção antes do período de maior circulação do vírus, no inverno.
A vacinação acontece nos ESFs da cidade das 8h às 11h30 e das 13h às 16h. Serão distribuídas 50 fichas por turno enquanto houver disponibilidade de doses. Os moradores deverão apresentar CPF, caderneta de vacina e documento comprovante para grupos prioritários.
Os diversos tipos de vírus influenza podem causar desde infecções assintomáticas até quadros graves que exigem hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.
Em 2025, o Estado registrou mais de 3,4 mil hospitalizações por gripe – aumento de 48% em relação ao ano anterior – e 598 óbitos – número 106% maior do que em 2024. A maioria dos casos graves ocorreu em pessoas não vacinadas: 79% dos hospitalizados e 76% das mortes eram de indivíduos que não haviam recebido a imunização.
Os idosos representaram, no último ano, 55% das hospitalizações e 77% dos óbitos. O segundo grupo com maior número de internações foram as crianças abaixo de cinco anos, que representaram cerca de 18% dos casos.
As notificações de influenza em 2026 ainda são baixas, reflexo do período de menor circulação do vírus nos primeiros meses do ano. Até o momento, foram registradas 75 hospitalizações e cinco óbitos pela doença no Estado.
Mais de 5,2 milhões no público-alvo
No Rio Grande do Sul, 5.215.556 pessoas integram os grupos para os quais a vacina é recomendada. Veja a lista completa e as estimativas populacionais:
- Crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos: 662.692
- Gestantes: 84.055
- Puérperas: 13.812
- Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
- Povos indígenas: 40.704
- Quilombolas: 17.552
- Pessoas em situação de rua: 4.128
- Trabalhadores da saúde: 453.064
- Professores dos ensinos Básico e Superior: 153.385
- Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
- Profissionais das Forças Armadas: 38.899
- Pessoas com deficiência permanente: 464.668
- Caminhoneiros: 128.564
- Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
- Trabalhadores portuários: 4.051
- Trabalhadores dos Correios: 5.347
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional: 41.693
- Pessoas com doenças crônicas: 665.072
Vacina trivalente atualizada
As primeiras 360 mil doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, chegaram ao Estado nesta segunda-feira (23/3) pela manhã. A distribuição aos municípios deve ocorrer nos próximos dias. Novas remessas estão programadas para o decorrer da campanha.
Assim como ocorre anualmente, o imunizante foi atualizado conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica as cepas que mais circularam no ano anterior. Neste ano, houve mudança nos dois subtipos A do vírus influenza (H1N1 e H3N2) em relação à formulação anterior. Para 2026, a composição da vacina para o hemisfério Sul inclui:
- A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09
- A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2)
- B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria)
Vacina disponível o ano todo
Desde o início de 2025, a vacina contra a gripe passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. Com isso, esses grupos podem receber o imunizante nos postos de saúde durante todo o ano, sem depender exclusivamente da campanha sazonal.
Embora disponível continuamente, a SES reforça que a vacinação deve ser feita assim que as doses forem disponibilizadas na campanha, pois o organismo leva de duas a quatro semanas para alcançar o pico de proteção. A imunidade conferida pela vacina costuma ser alta nos primeiros meses e permanece por cerca de seis a 12 meses, motivo pelo qual a vacinação deve ser anual.
Vacinar-se mais cedo garante que o sistema imunológico esteja preparado antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. Quem deixa para se imunizar apenas quando o frio começa pode estar exposto ao vírus justamente no intervalo em que a proteção ainda está em formação.
Vacinar é a melhor opção
A vacina contra a gripe é a forma mais eficaz de evitar casos graves, hospitalizações e mortes. Apesar disso, a cobertura vacinal dos grupos prioritários no ano passado ficou abaixo do preconizado:
- Crianças: 49%
- Gestantes: 57%
- Idosos: 58%
- Total geral: 56%
A meta para 2026 é vacinar pelo menos 90% de crianças, gestantes e idosos.

















































