Um aproveitamento mais efetivo das pastagens durante o período da entressafra, proporcionando a engorda do gado da raça Wagyu. Esse é um dos resultados de pesquisa desenvolvida por doutoranda do curso de pós-graduação em Bioexperimentação da Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios da Universidade de Passo Fundo (Esan/UPF), Caroline Gallas, junto com a Embrapa Trigo de Passo Fundo.
“A introdução de trigo de duplo propósito permite evitar o vazio do campo no período de entressafra. Ele fornece um alto valor nutricional, é extremamente palatável para os animais, além de fornecer uma pastagem verde, de alta qualidade e, com um bom manejo, pode aumentar o número de animais por hectare”, esclarece Caroline. Desde 2002, o curso de Medicina Veterinária da UPF desenvolve pesquisas sobre a raça, conhecida por produzir uma carne com textura e sabor únicos e com método de produção rigoroso e certificado. “São animais muito adaptados ao nosso clima, mas também temos criações ao norte do país com excelentes resultados”, observa a estudante.
Destaque também para estudos envolvendo o que as pessoas sabem sobre a raça e os custos de produção da carne, além de um trabalho sobre reprodução de bovinos, com foco em como o efeito do peso afeta a produção espermática dos machos Wagyu. “A raça está passando por um momento de maior difusão de informações, levando tanto ao produtor como ao consumidor dados mais corretos como criação, custos de produção e desmistificando algumas notícias”, relata Caroline. Em relação à melhoria da qualidade da carne, ainda são necessários mais estudos, mas avaliação preliminar aponta que uma boa genética associada ao alimento de qualidade resulta em uma melhor conversão alimentar e ao não aumento do marmoreio (gordura entremeada ao músculo do animal, responsável pela maciez da carne) desses animais.
“O agronegócio é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da economia gaúcha e de crescimento do PIB do nosso Estado. E a UPF faz parte desse movimento há mais de 6 décadas. É por isso que, além do conhecimento acadêmico, incentivamos e propiciamos o trabalho e a pesquisa no campo, capacitando e aprimorando a experiência dos nossos estudantes”, revela a reitora, Bernadete Maria Dalmolin.
Sobre a raça:
Originários do Japão, os bovinos da raça Wagyu são conhecidos por possuírem os cortes de carne mais caros do mundo devido a sua seleção para as qualidades da carne. No Brasil, a raça chegou há cerca de 30 anos, onde está sendo criada, desde então, em sistemas intensivos de criação, com uma dieta balanceada para suas necessidades nutricionais. São pouco mais de 70 criadores no país e sete no Rio Grande do Sul, conforme levantamento da raça.
UPF/Divulgação






























































