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Pastagens apresentam bom desenvolvimento e favorecem alimentação dos rebanhos no RS

Chuvas regulares favoreceram o desenvolvimento de pastagens em grande parte do Estado Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

As condições meteorológicas das últimas semanas, como chuvas regulares, adequada umidade do solo e temperaturas elevadas, favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na semana passada (08/01) pela Emater/RS-Ascar, esse cenário proporcionou boa resposta das plantas às adubações de cobertura, resultando em rebrota vigorosa e incremento de massa verde. Tanto as áreas de campo nativo quanto as de pastagens implantadas se encontram em desenvolvimento vegetativo, com melhora na oferta e na qualidade, favorecendo a alimentação dos rebanhos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão apresentaram boas taxas de crescimento, beneficiadas pela elevada disponibilidade de umidade e de radiação solar. As áreas de implantação escalonada já estão disponíveis para pastejo, e as áreas mais novas sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e em Aceguá, as pastagens de trevo e cornichão apresentam oferta satisfatória para pastejo direto, bem como para fenação ou colheita de sementes.

Já nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentaram elevada produção de massa verde e boa qualidade, além de rápida rebrota após o pastejo e maior proporção de folhas em relação aos colmos. Esses fatores garantiram volume suficiente para o pastejo, associado ao adequado manejo das pastagens e dos piquetes. Na de Soledade, observou-se elevada taxa de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, que possui bom valor proteico e está em período de disseminação de sementes.

BOVINOCULTURA DE CORTE – De forma geral, os rebanhos bovinos apresentam boas condições de escore corporal, reflexo da disponibilidade e da qualidade das pastagens nativas e cultivadas. Houve ganho de peso, favorecido pelo desenvolvimento das pastagens após as chuvas do período, bem como pela redução da pressão de pastejo em função da comercialização de gado gordo, terneiros e vacas de descarte em algumas propriedades. Observou-se maior incidência de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, tornando o controle sanitário uma prática constante. O manejo reprodutivo está em andamento na maior parte das regiões, sendo utilizada monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o uso de volumosos conservados e de rações diminuiu. Com a retomada do pastejo direto, favorecida pela disponibilidade de forragem, os rebanhos retornaram às áreas de pastagem, reduzindo os custos. Na de Soledade, os rebanhos se encontram em período reprodutivo, com a utilização de monta natural e inseminação artificial, incluindo a IATF, como ferramentas de manejo. O período de parição está em fase final.

BOVINOCULTURA DE LEITE – Os períodos de temperaturas elevadas e de alta umidade exigiram ajustes no manejo dos rebanhos e maior atenção aos aspectos sanitários e de higiene na ordenha, visando à preservação da qualidade do leite e à prevenção de problemas sanitários. Em diversas regiões, houve necessidade de adoção de estratégias para a redução do estresse térmico, como adequação dos horários de pastejo, uso de ventilação e aspersão, além de suplementação alimentar nas horas mais quentes do dia. A oferta de forragem de boa qualidade contribuiu para a manutenção da produção e da saúde dos animais em parte das regiões. Porém, houve alguns registros de redução na produção em situações de estresse térmico mais intenso.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em propriedades com sistema à base de pasto, os produtores optaram por ajustar os horários de pastejo, priorizando as primeiras horas da manhã e o final da tarde. Houve atraso da ordenha matinal e antecipação da ordenha da tarde, e nos períodos mais quentes as vacas receberam suplementação com silagem e ração em cochos cobertos. Na de Pelotas, as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, levando à redução do consumo alimentar e da produção, o que exigiu maior atenção ao manejo de sombra, à disponibilidade de água e à alimentação dos rebanhos.

OVINOCULTURA – O estado sanitário e o escore corporal dos animais estão adequados, como reflexo da disponibilidade de pastagens de boa qualidade e em quantidade suficiente para a sua manutenção nutricional. O manejo alimentar tem contribuído para o desempenho dos rebanhos. Contudo, as condições de calor e umidade registradas em parte das regiões favoreceram a ocorrência de problemas sanitários, exigindo maior atenção dos produtores, especialmente em relação às verminoses, doenças de casco e ectoparasitos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os cordeiros ganharam peso rapidamente devido à oferta de forragem nas áreas de campo nativo. Há relatos sobre doenças de casco, sobretudo em rebanhos localizados em áreas mais baixas e sem estruturas elevadas para diminuir o encharcamento das patas. Paralelamente, foram iniciados os preparativos para o período de encarneiramento. Já na região de Soledade, está ocorrendo a seleção de borregas e de ovelhas para a próxima temporada reprodutiva, bem como a aquisição e o preparo dos carneiros para o período de monta. A maior parte dos produtores mantém os cordeiros ao pé das ovelhas até o abate; uma parcela menor realiza o desmame, com terminação a pasto associada à suplementação no cocho, visando melhor acabamento de carcaça. Fonte: Emater / Seapi

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