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Monitora Ferrugem RS fortalece prevenção e auxilia produtores de soja no Estado

Coletores estão instalados em 94 municípios e monitoram semanalmente a presença de esporos da ferrugem - Foto: Tássia Becker Alexandre/ Emater/RS-Ascar

A ferrugem asiática é considerada uma das principais ameaças à produção de soja, com potencial de provocar perdas severas nas lavouras. Causada pelo fungo biotrófico obrigatório Phakopsora pachyrhizi, que depende da planta viva para sobreviver, a doença se desenvolve a partir da presença de esporos no ambiente, associada a condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 15°C e 25°C e alta umidade. Sem controle adequado, a ferrugem compromete a colheita e gera prejuízos expressivos aos agricultores.

No Rio Grande do Sul, o Programa Monitora Ferrugem RS tem desempenhado papel fundamental no apoio aos produtores de soja. Desenvolvido pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e outras instituições, a iniciativa está atualmente em 94 municípios produtores do grão. Coletores instalados nessas localidades monitoram semanalmente a presença de esporos da ferrugem, permitindo a identificação de áreas com maior risco de incidência da doença.

Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Ricardo Felicetti, o Monitora Ferrugem RS possibilita a detecção precoce do fungo, fornecendo subsídios técnicos importantes para a tomada de decisão no manejo da lavoura. “O trabalho epidemiológico de monitoramento também permite investigações sobre o comportamento da doença a campo e, com isso, novas possibilidades de controle. Um trabalho de sucesso que tem dado grandes resultados no controle da ferrugem”, destaca.

Criado em 2019, o programa também contribui para o acompanhamento da evolução da doença ao longo das safras, fortalecendo o entendimento sobre os fatores que influenciam a sua disseminação. “O que se observa do ponto de vista técnico é que a ferrugem asiática tem uma relação muito grande com as condições ambientais. Então teremos safras com uma grande quantidade de esporos distribuídos e, mantendo as condições de temperatura e umidade, há a expansão da doença nas lavouras”, explica a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira.

Os dados mais recentes do monitoramento indicam uma redução no número de esporos presentes no ambiente, o que traz um sinal positivo para o setor. Ainda assim, os especialistas reforçam a importância da vigilância constante.

“As massas de esporo acabam migrando em função das correntes de ar. Nessas últimas coletas, há algumas regiões que têm uma quantidade maior de esporos, mas, de forma geral, houve uma diminuição, se comparado ao início do monitoramento. Isso pode deixar o produtor tranquilo? Um pouco, mas é preciso estar alerta. Há a presença de esporos, então, se houver condições ambientais favoráveis, a ferrugem pode ocorrer”, sinaliza o extensionista e coordenador Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá.

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