Com a conta de energia mais cara a cada mês e a perspectiva de aumento ainda maior com o acionamento da bandeira tarifária “escassez hídrica”, que entrou em vigor no inicio deste mês com uma sobretaxa de R$ 14,20 a cada cem quilowatts-hora consumidos, os são-pedrenses têm apostado na instalação de painéis solares para economizar. “Quando entramos no mercado a gente tinha que sair à procura de clientes e convencê-los sobre os benefícios da geração de energia alternativa, hoje é cada vez maior o número, principalmente de pessoas particulares e não só empresas, que nos procuram para instalar painéis solares”, explica Éder Maiquel Simão, CEO da Enclin Energia Solar, empresa são-pedrense que atua há 2,5 anos no mercado da região e tem no seu portfólio mais de 110 clientes atendidos com 2.550 painéis solares instalados. “Iniciamos com um colaborador, hoje temos nove e estamos contratando, gerando emprego e renda em nosso Município”, comemora.

Mas não foi só a energia mais cara que motivou a corrida por informações e contratação do serviço. Em agosto foi aprovado na Câmara Federal o projeto de lei 5.829 de 2019 que estabelece as regras para quem optar pelo sistema. Pela proposta, quem fizer o pedido de instalação do sistema de energia fotovoltaica até um ano após a publicação da lei, permanecerá isento de cobranças ou taxas até 31 de dezembro de 2045. O Projeto seguiu para o Senado Federal e, se e quando aprovado, irá à sanção presidencial, com a consequente promulgação da Lei.
Simão explica que com o sistema, a economia na conta de luz, tanto de empresas como residências pode chegar a 90% e o investimento pode ser financiado em bancos. “hoje existem várias faixas de financiamento em bancos para aplicação em energia solar, e o mais importante é que, com a economia que o cliente faz na conta de luz, ele consegue pagar o investimento”, explica o empresário.
Segundo Simão em uma residência onde moram até quatro pessoas, por exemplo, o investimento para a instalação dos painéis solares é de aproximadamente R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00, dependendo da média da conta de luz dessa família, valor que pode ser parcelamento em até dez anos, dependendo do agente financeiro. “O dinheiro que o consumidor pagaria para a RGE ele paga para o banco e ao final do financiamento a despesa com energia elétrica cai para valores bem menos significantes, cerca de 90%”, salienta.



































































