O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou nesta terça-feira, 11, a anulação do leilão para compra de arroz importado. Segundo ele, um novo procedimento será realizado.
“Pretendemos fazer um novo leilão quem sabe em outros modelos para que a gente possa ter garantia que vamos contratar empresa com capacidade técnica e financeira. A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado”, disse Edegar no Palácio do Planalto.
O governo do presidente Lula anunciou a compra de arroz logo após o início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
A compra por parte do governo federal gerou diversas críticas e um grupo de parlamentares apresentou um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Arroz. Além disso, os deputados da oposição protocolaram junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para apurar indícios de fraude no certame.
O economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz, afirmou que o cancelamento do leilão para compra de arroz importado “mostra com clareza que a agenda do governo não está e nunca esteve na falta de arroz. Se fosse, não cancelariam.”
“A intervenção do governo em preços sempre é um rosário de trapalhadas e, desta vez, não foi diferente”, completou.
O economista diz que espera do governo humildade para dialogar com o setor arrozeiro. Sobre as empresas que entraram no certame, Luz diz que aproveitaram um edital “mal feito”.
“[O edital] sequer vedava a entrada de arroz que é produzido com defensivos que não podem ser utilizados aqui”, finalizou.






























































