Chuvas regulares: bom para encerrar ciclo da soja e milho safrinha
As chuvas, a partir de 6 de abril, mostram boa regularidade, melhorando a condição de umidade do solo, o que permite um bom fechamento do ciclo da cultura da soja e bom desenvolvimento do milho safrinha.
Arroz: safra cheia
A área colhida de arroz passa dos 60% na região Central, confirmando produtividade acima dos 8.000kg/ha. O ano será de safra cheia. Em São João do Polêsine, os produtores fazem a retirada de camadas de gradagem, com o objetivo de diminuir o bando de sementes de arroz vermelho e demais plantas daninhas.
Silvicultura (eucalipto, pinus e acácia-negra): cresce interesse
As novas áreas implantadas com silvicultura, na última primavera e verão, estão em bom desenvolvimento. As novas árvores se saíram bem, no período de estiagem. No outono, seguem os tratos culturais, com roçadas para controle de inços e monitoramento para repelir as formigas cortadeiras. Conforme os principais fornecedores de mudas para a região, a reserva de mudas florestais cresceu neste ano e há tendência de maior interesse no plantio, com apoio do Programa Operação Terra Forte.
Soja: avanço da colheita
Júlio de Castilhos se aproxima de 30% de área colhida, sendo 107.000 hectares plantados. Em Tupanciretã, a colheita está perto dos 40%. Nas áreas que sofreram com falta de chuva, a produtividade verificada nas lavouras colhidas é entre 2.100kg/ha e 2.700kg/ha, enquanto em áreas de precipitações regulares é acima de 4.200kg/ha.
Feijão: lavouras em boas condições
A área plantada com feijão 2ª safra foi de 499 hectares, com produtividade estimada de 1.347kg/ha. As lavouras estão em boas condições fitopatológicas e com boas cargas de vagens, com resposta positiva às chuvas.
Olerícolas: retomada do desenvolvimento
Em São Vicente do Sul, permanecem relatos de mosca branca (Bemisia tabaci) e tripes (Frankliniella schultzei) na cultura da alface. Na batata-doce, a cultura no município apresenta diferentes estágios fenológicos, como enchimento das raízes tuberosas e maturação. O retorno regular das chuvas gera a retomada do desenvolvimento vegetativo das plantas. Em relação a mandioca, a maioria das áreas se encontra em fase de crescimento dos tubérculos, maturação e colheita.
Fruticultura: falta mão de obra
As empresas produtoras de nozes fazem campanha para cadastramento de mão de obra para colheita, que se iniciará em poucas semanas. A estimativa é de boas colheitas nas culturas da nogueira pecan e da oliveira.
A maioria dos pomares de citros está na fase de crescimento dos frutos. A estiagem do mês de fevereiro afetou a fase reprodutiva, o que pode resultar na diminuição da produtividade.
Bovinocultura de corte: incidência de infestações
As infestações por ectoparasitas são mais incidentes neste período, sendo importante o controle estratégico no início da infestação e uso de acaricidas eficientes. Também é necessária atenção na prevenção contra a tristeza parasitária em regiões endêmicas, em especial neste período de desmame dos terneiros. É importante a imunização contra as clostridioses em todo o rebanho. O escore corporal está adequado e a temporada de entoure/inseminação foi finalizada.
Bovinocultura de leite: período de vazio forrageiro
Com a aproximação do final do ciclo das pastagens anuais de verão (milheto, sorgo, sudão), começamos a entrar no período de vazio forrageiro outonal, o que causa queda na produção e diminuição do escore corporal, ou aumento de custos nos casos em que é feita a suplementação estratégica para cobrir o vazio. Os produtores seguem monitorando moscas e carrapatos e utilizando de estratégias de controle.































































