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PRIVATIZAÇÕES

Pois agora fala-se em privatizar a CORSAN e o Banrisul que, na minha opinião, já está privatizado, pois é uma sociedade anônima, com uma gestão profissionalizada e sem nenhum ranço de coisa pública e que, como todos os bancos do terceiro mundo, dá um lucro assombroso. Aliás, esta fantástica transferência de renda do sistema produtivo para o especulativo é um dos mais graves indicadores do subdesenvolvimento e, por consequência, a maior obscenidade econômica dos países do terceiro mundo, Brasil no meio.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que, nos dias de hoje, nada justifica a criação ou a manutenção de uma estatal. No passado, foi um mal necessário, porque a iniciativa privada não tinha capital suficiente, nem fôlego, muito menos vocação, para suportar projetos de longo prazo de maturação, principalmente na área estratégica. Daí as estatais terem surgido como uma solução.

O fato é que o remédio transformou-se num baita problema, pondo em risco a saúde e a vida do Estado. Os números mostram: as estatais, historicamente, são empresas mal administradas, inviabilizadas pelo seu uso político. Aparelhadas, transformaram-se em cabides de emprego e cada partido tratou de pegar uma teta para si. A corrupção foi só mais uma das nefastas consequências do fracasso da administração pública. Por exemplo: a ECT (Empresa de Correios e Telégrafo) transformou-se em teta exclusiva do PTB e deu no que deu: a vaca secou, está a morte e, tudo indica: os terneiros são sérios candidatos a ficarem guachos. Tudo porque o PT deu um jeito de meter a mão no Postalis, o Instituto de Previdência Complementar mantido por contribuições dos funcionários dos Correios e pelo público pagante: nós!

São fatos recentes a quase falência da Petrobrás, a demolição da Trensurb em Porto Alegre, a avacalhação da CEEE, a inoperância da Sulgás e da CRM e, por aí vai. Os prejuízos destas empresas foram ou serão pagos com os impostos suados do respeitável público.  O qual, mais uma vez, será vítima da safadeza, do despreparo, da alienação e da estupidez dos que se dizem administradores da coisa pública. Para estes luminares, esta é sinônimo da casa da sogra, que alguns até pensam ser a casa da mãe Joana.

Para que se entenda o tamanho da enrascada em que as estatais meteram o Rio Grande do Sul, basta olhar o tamanho do déficit público, religiosamente engordado, sem qualquer constrangimento, com os prejuízos das estatais. Não bastasse esse sumidouro de dinheiro o corporativismo viciou-se em mamar impunemente, como se o Estado existisse tão somente para satisfazer suas extravagâncias. E, por que isso sobrevive e os partidos esperneiam para largar a teta? Porque tudo foi arquitetado e montado para preservar redutos eleitorais. Os ditos administradores públicos transformaram-se em despachantes de interesses de minorias que, além barulhentas, pressionam deputados meia boca. É público e notório que os privilégios dos funcionários das estatais, em relação aos comuns mortais que trabalham na iniciativa privada, tem origem no clientelismo, subordinado ao corporativismo e, a distinta plateia sofre com a burocracia, com a ineficiência e com a imoralidade que se chama CARGO DE CONFIANÇA.

Daí porque, a solução é privatizar. Quanto à administração pública em geral faz-se necessária uma reforma administrativa que valorize a carreira em função da meritocracia, com benefícios condizentes com a realidade do mercado de trabalho. Sem cargos de confiança…

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