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Primeiros pomares de butiá para exploração comercial são plantados no RS

Fabiano (ao centro) conta com a orientação dos pesquisadores Gilson Schlindwein (E) e Adilson Tonietto (D) - Foto: Fernando Dias

Foram 15 anos de estudo do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DDPA/Seapdr) para chegar a este momento: um grupo de produtores está plantando os primeiros pomares de butiá voltados exclusivamente para a exploração comercial, a partir de mudas doadas pelo departamento. 

O viveirista Fabiano Minozzo, de Nova Prata, é um destes produtores pioneiros na implantação de pomares de butiá, dedicando uma grande área para esse novo cultivo: em pouco mais de um hectare, plantou 500 mudas de três “variedades” diferentes de butiá identificadas pelos pesquisadores do DDPA Gilson Schlindwein e Adilson Tonietto. 

“Sempre gostei de butiá, desde criança. Um dia estava buscando na internet sementes de butiá para produzir mudas e achei uma reportagem sobre o trabalho do Adilson e do Gilson. Então entrei em contato com eles”, conta Fabiano.  

Em setembro de 2019, os pesquisadores disponibilizaram as mudas para o viveirista, que as cultivou em vasos grandes em seu viveiro por dois anos. “Quando elas já estavam em tamanho mais adequado para plantar a campo, a gente fez a transferência”, completa. 

Além do viveiro de mudas, Fabiano possui uma plantação de pinus para extração de resina. A empolgação com o cultivo dos butiás é tanta que o produtor planeja cortar alguns desses pinus para expandir seu pomar de butiazeiros. “A minha ideia é conseguir plantar uns 10 hectares de butiazeiro, porque futuramente tenho a intenção de colocar uma agroindústria. Também quero fazer mudas a partir das sementes, tanto para ampliação da área de cultivo quanto para comercialização no viveiro”, projeta. 

Fabiano compõe um grupo de cerca de 50 produtores que demonstraram interesse no cultivo comercial do butiá, em diversas regiões do Estado. Pelo menos 20 desses produtores já fizeram plantio de mudas, em pequenas áreas – dentre eles, Fabiano é o que plantou em maior escala. 

“Nossa ideia é dar o pontapé inicial com as orientações do cultivo, mas não podemos assumir esse papel de produtor de mudas. É um trabalho de fomento para que, no futuro, o Fabiano e outros viveiristas atendam a essa demanda”, destaca Gilson. 

Mudas de butiá têm procedência e qualidade diferenciada
Mudas de butiá têm procedência e qualidade diferenciada – Foto: Fernando Dias

Mudas com procedência 

A produção de mudas de butiá pelo DDPA faz parte de uma linha de pesquisa que se iniciou em 2006, com o objetivo de tornar viável a exploração econômica do butiá por meio do cultivo ordenado de butiazeiros. Atualmente, a produção de butiá no Estado se baseia no extrativismo de matas nativas. Mesmo com uma produção de até 29 quilos por árvore sem trato cultural, o número de plantas em áreas naturais e em pomares instalados ainda é muito inferior à demanda atual pela fruta e seus derivados.  

As mudas são produzidas no centro de pesquisa de Viamão, a partir de árvores individuais, chamadas matrizes, que possuem características desejáveis para cultivo sistematizado, como frutos maiores, mais doces e produção precoce de frutos. “Não é uma muda qualquer: nós sabemos a procedência dela e que ela tem uma qualidade diferenciada. Isso não tem em lugar nenhum”, frisa o pesquisador. 

A produção de mudas é feita por meio de técnica desenvolvida pela equipe de pesquisadores do DDPA para quebrar a dormência da semente de butiá, que pode levar até dois anos para germinar. Com o método elaborado a partir das pesquisas do departamento, o tempo de germinação foi reduzido para cerca de um mês. O passo-a-passo para a técnica está disponível gratuitamente neste folder.

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