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Raquel Teixeira assegura que reforma do ensino médio no RS vai se iniciar com formação geral básica

Sobre a adoção do 4° ano do ensino médio,  a secretária esclareceu que a medida é uma sugestão que a Seduc está analisando.

A secretária assegurou que o novo ensino médio, a ser adotado a partir do início ano letivo de 2022, terá, em seu primeiro ano, as 1.800 horas/aula de formação geral básica.

Ao participar da reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta terça-feira (28/9), a secretária de Educação do Estado, Raquel Teixeira, assegurou que o novo ensino médio, a ser adotado a partir do início ano letivo de 2022, terá, em seu primeiro ano, as 1.800 horas/aula de formação geral básica, conforme o modelo proposto pela reforma nacional da etapa educacional.


A titular da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) explicou que no Rio Grande do Sul escolas-pilotos já começaram com os itinerários formativos. “Isso não existe em nenhum lugar do Brasil. Eu fiquei surpreendida quanto cheguei, porque não houve o primeiro ano de formação geral básica. É um ano crucial e decisivo”, afirmou.
Raquel Teixeira disse que já conversou com o Conselho Estadual de Educação (Ceed) e que vai considerar o piloto, praticado desde 2019, como uma experiência pedagógica. “Estamos ouvindo as experiências que aconteceram e vamos fazer um balanço, mas no ano que vem a ideia é começar com o modelo proposto, com o primeiro ano de formação geral básica para no segundo e terceiro ano, ir diminuindo as disciplinas de formação básica e acrescentando as demais disciplinas”, reforçou.


Sobre a adoção do 4° ano do ensino médio,  a secretária esclareceu que a medida é uma sugestão que a Seduc está analisando. “Está é minha maior preocupação, estamos mobilizando, dando material de estudo para os alunos que vão fazer o Enem, e vamos providenciar transporte e lanche para todos no dia da prova. Os alunos acham que não aprenderam e que, portanto, não vão conseguir avançar na vida, não vão ter coragem para fazer a prova porque não vão passar. A ideia do 4° ano do ensino médio é oferecer uma oportunidade a quem não se sente preparado, ao sair do 3° ano, nem para ir para a universidade, nem para ir para o mundo trabalho”, analisou.


Raquel Teixeira, em sua fala inicial, relatou que ao assumir a titularidade da Seduc em abril procurou elaborar um alinhamento aos planos estratégicos em execução pelo Estado e pela Secretaria. “Esse alinhamento produziu projetos estratégicos, que, basicamente, investem em pessoas e tecnologia, as grandes demandas numa situação de pandemia e pós-pandemia”, salientou.


A secretária lembrou que neste momento foram afetadas as famílias, as rendas, a saúde e a movimentação econômica de toda a sociedade. “Mas profundamente foi a afetada a educação, tanto nas perdas de aprendizagem, quanto na parte de perdas socioemocionais”, destacou. Ela sublinhou o período evidenciou as fragilidades e vulnerabilidades existentes no sistema de ensino do Estado, como infraestrutura física e tecnologia das escolas.


A secretária recordou que entre maio e junho deste ano foi feita uma avaliação diagnóstica com 524 mil alunos. “Hoje temos em sala de aula os alunos agrupados em níveis diferentes processo de aprendizagem. Temos alunos do nono ano com habilidades de segundo ano e alguns alunos do oitavo ano praticamente analfabetos”, lamentou. Ela informou a criação de um programa emergencial de recuperação e aceleração da aprendizagem, ampliando em duas horas/aula semanais o horário das disciplinas de Português e Matemática e na demanda de contratação de quase 4 mil novos professores e na elaboração de material pedagógico específico.
A secretária também informou a compra de ferramentas tecnológicas para alunos e professores e investimento na conectividade das escolas. Ela citou, ainda, a formação de uma Comissão junto à Casa Civil do Governo do Estado para discutir o tema da reposição salarial dos professores; anunciou o repasse de 28 milhões para ações emergenciais nas escolas; o envio de projeto à Assembleia sobre a distribuição de ICMS aos municípios com critérios baseados na área de educação; a procura de parceiro para ajudar na busca ativa de alunos.

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