A dependência química apresenta desafios significativos tanto para o indivíduo afetado quanto para seus familiares e para a sociedade. Esses desafios abrangem aspectos físicos, psicológicos, sociais e financeiros, exigindo abordagens terapêuticas diversas e apoio contínuo.
Em São Pedro do Sul, os dependentes e seus familiares podem contar com o auxílio do Grupo de Apoio Porta Aberta, coordenado pelo terapeuta e monitor em dependência química, com formação pela Federação Brasileira de Humanização Terapêutica – FEBRAHT -, Gerson Malgarin. “A dependência química é uma doença que não tem cura, mas tem estabilização. O Grupo de Apoio é formado em quase todas as cidades para buscar uma solução para a dependência química. É composto por dependentes, codependentes e familiares. É chamado Grupo de Apoio Porta Aberta porque entra quem quer e percebe a necessidade de ter uma recuperação”, destaca Gerson.
Sobre as dependências mais trabalhadas no Grupo, o terapeuta cita o álcool, o cigarro e as drogas farmacológicas. “Essa última, a medicação, geralmente é utilizada pelos codependentes, que são aqueles que sofrem com a dependência dos filhos, maridos ou esposas, no âmbito familiar”, ressalta.
Gerson reforça que o apoio da família é fundamental para o sucesso do tratamento e da recuperação. “A família é o principal grupo de apoio e não pode desistir do dependente. Em alguns casos, chega a um certo estágio que a família não aguenta mais. O dependente químico exagera, porque além de consumir a droga, mente, rouba e tenta ludibriar todo mundo. Então, o envolvimento da família no tratamento é fundamental. Geralmente, quando a família não desiste do dependente químico, a recuperação é muito melhor, seja no grupo ou em um caso de internação. A internação é o extremo, quando não há mais outra alternativa e ele não consegue largar do vício sozinho”, afirma.
As atividades do Grupo de Apoio se baseiam em um tripé: oração, trabalho e disciplina. “A oração vem em primeiro lugar, porque a gente tem um poder superior, que é Deus. Pedimos a Deus, mas Ele não pode nos ajudar se não houver também a nossa boa vontade na recuperação. O trabalho não deixa de ser um compromisso tanto para quem não usa drogas quanto para quem usa — mas, geralmente, o usuário não se preocupa em trabalhar. Disciplina é o cumprimento de horários e de tudo o que o dependente perdeu. Ele não tem mais disciplina para nada. Muitos abandonam a higiene pessoal, o trabalho, os horários, a escola e acabam perdendo o emprego”, explica o terapeuta.
Um novo grupo está sendo formado, e os encontros serão realizados todas as terças-feiras, às 19h30, na Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) a partir de 9 de setembro.
Os interessados em participar podem entrar em contato pelo telefone (55) 99955-6257.
Por Andressa Scherer Tormes

































































