As perdas causadas pelo desastre natural no RS já atingem a marca de R$ 1,3 bilhão, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O ciclone, que ocorreu no dia 4 de setembro, é considerado o mais devastador da região e deixou um rastro de destruição e vítimas.
Até o momento da última atualização, 85 municípios foram afetados, dos quais 79 decretaram estado de calamidade pública e 40 relataram danos econômicos e financeiros. Lamentavelmente, 41 pessoas perderam a vida no estado do Rio Grande do Sul devido a deslizamentos de terra, enchentes, alagamentos, inundações, enxurradas e quedas de árvores.
De acordo com a CNM, existem 135 mil pessoas afetadas, 46 desaparecidas, 73 feridas, mais de 3 mil desabrigadas e 7,7 mil desalojadas. Os prejuízos também se estendem ao setor habitacional, com mais de 8 mil casas danificadas ou destruídas, resultando em quase R$ 175 milhões em prejuízos.
Os setores mais impactados incluem comércios locais, agricultura e pecuária, com prejuízos de centenas de milhões de reais. Além disso, o setor público enfrenta desafios significativos, como limpeza urbana, assistência médica de emergência e transporte, com custos que somam milhões.
Um dado alarmante é o histórico de desastres no Rio Grande do Sul nos últimos anos, que totalizaram R$ 79,1 bilhões em prejuízos. Enquanto as chuvas contribuíram com R$ 13,9 bilhões desse montante, a seca representou a grande maioria, causando R$ 66 bilhões em danos.
Apesar desses números impressionantes, a União repassou apenas R$ 766,84 milhões para ações de prevenção, recuperação e reconstrução de áreas afetadas por desastres nos últimos 10 anos, o que equivale a menos de 1% do total de prejuízos. A CNM destaca a importância de medidas de apoio financeiro e reconstrução para mitigar o impacto dessas catástrofes.
Fonte: Agora no Vale






















































