por Demarino Rosalino.
Devido as circunstâncias em que vivemos sobre a doença da DENGUE, acreditamos ser importante fazer uma pequena abordagem sobre a incidência desta doença, causado por vírus, transmitido pelo mosquito urbano Aedes aegypti e pelo mosquito Aedes albopictus, transmissor secundário do vírus.
Hoje o mosquito Aedes, transmite além da dengue, a febre amarela, a doença da zika e chikungunya, sendo portanto um mosquito de relevante importância e um desafio para os pesquisadores. Durante e após o período da pandemia, essa importante Endemia ganhou espaço no seio da sociedade brasileira, onde atingiu um crescimento a níveis antes nunca visto, tanto do transmissor, como da doença, trazendo grandes preocupações aos estados brasileiros, incluindo nesse grupo o estado do RS. Estado, onde por vários anos, atuamos como responsável técnico no programa de controle ao vetor, Aedes aegypti, na vigilância ao mesmo.
CONTROLE AO VETOR
É preocupante a alta infestação e transmissão, fugindo ao controle dos técnicos de saúde em vários munícipios do Brasil e do Rio Grande do Sul, como é o caso de municípios vizinhos à São Pedro do Sul RS, também com casos confirmados pela doença.
Qual o tempo que essa doença levará para atingir uma maior população, com maior gravidade? É difícil prever, mas a curto, médio ou longo prazo a sua incidência e suas consequências virão.Com certeza, não sou o único preocupado, com a situação que estamos vivendo, em relação a doença, que chegou ao Brasil há 40 (quarenta) anos, atingindo seu ápice nos anos de 2022/23.
Quando falo da responsabilidade que tínhamos na vigilância ao mosquito, nós trabalhadores da saúde, da Instituição Federal – Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM), do Ministério da Saúde, por vários anos, evitamos a presença do mosquito Aedes aegypti no RS, evitando que a transmissão da doença ocorresse no Estado.
Hoje, sou mais um brasileiro São-pedrense -RS, que adoeceu por dengue, por isso, me sinto na obrigação de alertar a população, tanto São Pedrense, como a todos os gaúchos e demais brasileiros, que já adoeceram por dengue e os que poderão adoecer, que a segunda infecção, bem como a terceira ou quarta infecção, serão mais agressivas, podendo apresentar sintomas hemorrágicos com graves consequências. Os sintomas que ainda sinto, são: incerteza, aborrecimento, insegurança e outros.
Vacina
Nossa preocupação, é com a falta de uma vacina tetravalente eficaz e segura, na rede de saúde publica, para proteger os brasileiros, contra os sorotipos da dengue.
Após esta abordagem, fica nosso apelo, ás autoridades de saúde dos municípios, estados e das autoridades brasileiras da área de saúde, para unir esforços em favor desta causa, que é a disponibilidade de uma vacina no sistema único de saúde (SUS).
Para isso, devemos ir ao encontro do Ministério da saúde (MS), Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ), Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)e a organização PAN AMERICANA DE SAÚDE (OPAS), onde o Brasil tem representação, em busca da solução. Como sempre, a vacina será a salvação contra viroses. Texto escrito em julho de 2023.
Demarino Rosalino
Medico veterinário
Aposentado da Fundação Nacional De Saúde (FUNASA)- RS


































