O Brasil, realmente, é um país rico, grande e poderoso. Não fossem estas três qualidades, estaríamos ombreando com o Haiti a disputa do título de país mais pobre, atrasado e subdesenvolvido das Américas. Se o Haiti recupera-se de dois terremotos, nós por aqui sobrevivemos a coisa muito pior: ao ladrão, ao poste por ele indicado, pelo ladrãozinho que apesar de passagem rápida pela presidência está com cinco processos nas costas e uma condenação, assim como pelo porra-louca que não tem culhão para aguentar o repuxo, até porque o seu negócio é fazer futricas e enticar com quem contraria seus interesses.
E antes que lulopetistas e Bolsonaristas comecem a xingar-me, recomendo aos que não se deixaram fanatizar e apenas buscam a verdade dos fatos e que não se submetem ao radicalismo das fake news que bombardeiam sistematicamente as rede sociais, ler o livro da jornalista Roberta Paduan, Petrobrás: Uma História de Orgulho e Vergonha (Editora Objetiva). Ela dá nome, número de processos e de sentenças, CPF e endereço com CEP da bandidagem. Sem querer dar spoiler do livro, mas tão somente justificar o título desta coluna, temos na Petrobrás um exemplo triste e emblemático da história política recente do Brasil.
Mas, isso não significa que o Supremo Tribunal Federal esteja isento de culpa pela situação atual e nem que seus ministros sejam impolutos representantes da Justiça. Desde que a Corte começou a palpitar sobre tudo, a instaurar inquéritos autônomos, a “absolver” Lula e a enterrar a Lava Jato (Gilmar Mendes chorou de emoção), desmoralizaram-se, tornando-se alvos perfeitos para todas as ilações nas quais alguns ministros nivelaram-se aos réus que um dia condenaram. Até porque a forma como são escolhidos espelha-se em comportamentos excêntricos da politicalha, tornando-se um colegiado esquizofrênico, especialista em voltar atrás de suas decisões, colaborando para que a insegurança jurídica paralise o país.
E já que estamos pretendendo apontar os responsáveis pela instabilidade política e econômica do país, soma-se ao comportamento estranho do STF a inércia conivente do Congresso Nacional. Aliás, a história recente sugere que este comportamento do CN, onde o Centrão adonou-se do porra-louca, não passa de uma manobra para a dar as cartas e jogar de mão, como se tivéssemos voltado ao parlamentarismo.
Enquanto isso, aproveitando que os poderes constituídos passaram a brincar de governar, a distinta plateia fica contemplativa, mas de cabelos em pé! Diante da disparada da inflação, da supervalorização do dólar, do sobe e desce da bolsa de valores traduzindo insegurança e discutindo o sexo dos anjos.
Mas está claro que ainda não há elementos capazes de desencadear um processo de impeachment, até porque isso não interessa ao Centrão. Para a politicalha, quanto pior a situação política, melhor! Aumenta o cacife da chantagem e os músculos se fortalecem para manejar as canetas do poder. Enquanto isso, os ministros do STF continuarão a ser indicados e nomeados por princípios ideológicos e políticos que passam longe do saber jurídico e da isenção que prevalece nos julgamentos sérios. Mas Fux e Maia deram um recado claro, sinalizando que a quota de porra-louquice esgotou-se. E para bom entendedor meias palavras bastam. O negócio é ensacar a viola, pois a partir de agora, qualquer marolinha tipo greve de caminhoneiros e outras irresponsabilidades poderão colocar o Brasil no caos. E isso, é sério!































