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O COBERTOR CURTO DA SEGURANÇA PÚBLICA

É inegável a redução da criminalidade em todo o Estado nos últimos anos. Segundo o vice-governador e secretário da Segurança Pública Ranolfo Vieira Júnior esse quadro é consequência da política de integração entre as polícias civil e militar, a inteligência e aos investimentos qualificados, o que coroa de êxito o programa RS Seguro.

Porém, nos últimos tempos os problemas de segurança pública em São Pedro do Sul e nas cidades irmãs Dilermando de Aguiar, Toropi, Jari e Quevedos, adquiriram nuances preocupantes, porque nossa região convive com um problema estrutural que se arrasta ao longo dos anos que é a falta de efetivos. Equipamentos, por mais modernos que sejam, se não tiverem por trás o homem que os operacionalizem de pouco adiantam.

A Brigada Militar, em uma cerimônia realizada na última quinta-feira (18) formou mais 865 soldados. Segundo o comandante geral da BM, cel Vanius Cesar Santarosa, estes soldados, nos próximos dias, serão alocados em municípios com defasagem de efetivo. Segundo ele, mais 500 soldados estão em fase de seleção e deverão iniciar o treinamento a partir de dezembro. Disse mais: ainda este mês um novo edital será lançado para recrutar mais 4 mil futuros brigadianos. Isso mostra que o governo está se mexendo, mas, nesta altura do campeonato, considerando a defasagem e a insegurança, as iniciativas são louváveis, mas não são suficientes.

O último domingo foi agitado em nossa cidade, numa demonstração cabal de que o cobertor da segurança é muito curto. A falta de efetivos faz com que, ao se atender uma ou duas comunidades ou a qualquer ocorrência, São Pedro fique à mercê da bandidagem. Inclusive o 190 não resolve e mesmo que alguém atendesse ao chamado, sabe-se agora que não haveria efetivo para socorrer quem necessite. É triste constatar que estamos na beira do abismo, pois o passo seguinte é cada cidadão preparar-se para se defender. Ou seja: estamos a um passo do caos!

O problema do abigeato, então, é recorrente. Mesmo assim, os abigeatários estão livres para continuar levando insegurança e prejuízo para a população rural. Ainda que macabro, a exposição das cabeças de animais abatidos durante os roubos é o maior discurso que uma comunidade possa fazer contra a falta de segurança.

O fato é que a culpa não é da polícia que prende e solta, nem do juiz que determina a soltura. Numa democracia é imprescindível que a Lei seja cumprida, em especial pelos seus operadores. E é isso que as autoridades fazem.

Salta aos olhos que a Brigada Militar, por ser a polícia preventiva, terá de ser abraçada pela comunidade. É o momento das forças vivas dos municípios abrangidos se unirem e buscarem uma solução duradoura e efetiva. É preciso que a indignação envolva os vereadores, pois todos eles tem contatos com os deputados que terão de ser acionados para representar seus eleitores levando o desconforto e a inconformidade da população até a Secretaria da Segurança, ao Tribunal de Justiça, pois nossas comunidades ainda continuam sem um titular no Fórum. É preciso que o comando do 1º RPMon da Brigada Militar, responsável pelo pelotão que atua em São Pedro, seja compelido de tal forma que da turma que irá entrar em serviço, parte seja designada para São Pedro.

É hora de o Lyons, o Rotary, a ACI, o Sindicato Rural, as Cooperativas, da Prefeita e dos Prefeitos da região darem-se as mãos e, em conjunto, pressionar as autoridades constituídas a exercerem e cumprirem suas obrigações constitucionais. É chegado o momento de a Lei também servir aos cidadãos.

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