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Nova defensora pública toma posse em São Pedro do Sul

Marina Prais: Atuamos também de forma extrajudicial, resolvendo questões diretamente com os outros órgãos como Prefeitura e rede de Assistência Social. A gente faz essa ligação e tenta resolver os problemas sem precisar entrar com ações”. Foto: Gazeta Hoje

A advogada Marina Prais, 28 anos, é a nova defensora pública de São Pedro do Sul. Marina, que é natural do Rio de Janeiro, foi empossada no município no dia 29 de abril, sendo essa a primeria Comarca em que passa a atuar como titular. Ela ingressou na Defensoria do Rio Grande do Sul no final do ano de 2023.

A defensora destacou o acolhimento e a receptividade dos moradores e colegas de trabalho do município. “São Pedro do Sul já é completamente especial para mim. Eu fiquei um tempo substituindo e foi uma experiência muito transformadora, mas aqui é o meu lugar. Então eu estou me sentindo em casa. Infelizmente, nesse primeiro momento, não é como a gente queria e casa agora ganha um significado diferente para todo mundo. O que era para ser um espaço só de acolhimento agora virou um medo e uma incerteza para muita gente. Então é nesse papel que eu me coloco agora, mais como Marina pessoa física do que como Marina defensora pública, para ajudar no que for preciso”, afirma a advogada referindo se também as enchentes que assolaram o Estado.

Sobre o papel da Defensoria Pública, Marina ressalta que ele vai além da área penal . “A defensoria atua em todas as áreas que se possa imaginar. A área criminal é apenas uma das nossas atuações. Ela ganha o protagonismo porque é a mais divulgada e tem mais repercussão social, mas está longe de ser a que a gente mais trabalha no dia a dia”, diz  Marina.

Ela cita outros exemplos de casos em que se recorre ao defensor público como a falta de medicamentos ou de vagas nas escolas e creches, área da família em questões como divórcio, partilhas, separação de modo em geral. “Atuamos também de forma extrajudicial, resolvendo questões diretamente com os outros órgãos como Prefeitura e rede de Assistência Social. A gente faz essa ligação e tenta resolver os problemas sem precisar entrar com ações”, explica Marina.

Após alagamentos, atendimentos ocorrem de forma remota  nas unidades  de Defensoria Pública do Estado

Neste período em que diversos setores foram afetados pelas enchentes no Estado, a advogada afirma que com o judiciário não foi diferente. “Não só a defensoria, mas a justiça de uma forma geral está quase parada nesse primeiro momento da calamidade. A gente não tem condições mínimas de trabalho pelos sistemas operacionais. Não tem nada funcionando, o nosso portal da defensoria não funciona, os sistemas do Ministério Público também não e o do Tribunal de Justiça está só para emergências”, ressalta.

Na última semana, não foram realizados atendimentos presenciais. Nesta sexta-feira, 17 de maio, a Defensoria Pública continua com atendimentos de forma remota pelo WhatsApp (55) 99720-3055, de segunda a sexta-feira, no horário das 12h às 19h. O contato pode ser feito para o esclarecimento de dúvidas e orientações jurídicas. “Pela falta de sistema em todo o Rio Grande do Sul não é possível fazer os atendimentos de forma mais adequada”, afirma a defensora Marina.

Por Andressa Scherer Tormes

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