Nossas redes sociais

Digite o que você procura

Colunistas

ENFIM, UMA LUZ NO FINAL DO TÚNEL

Apesar da inflação que invadiu nossas casas e aboletou-se na cozinha, onde ela é mais percebida. Apesar do BC aumentar os juros para frear o consumo (pode?) e de quebra fazer banqueiros e especuladores gargalharem como qualquer vivente diante de uma comédia, mesmo que macabra. Independentemente de um dólar inquieto e faceiro que, ao contrário da teoria, penaliza exportadores e importadores, mais estes do que aqueles. Apesar do bate-boca entre os poderes que, de quebra, atrapalham a recuperação da atividade econômica. Apesar das fake news que pululam insidiosas e do Lula dizer ter 56% da intenção de votos e que, por conta disso, faz-se de morto, feito cobra preparando o bote. Mesmo o Brasil tendo cerca de 45 milhões de desempregados, subempregados, de pobres e de miseráveis com fome. Mesmo com o Senado sacramentando a impunidade, abrandando a Lei de Improbidade. Mesmo o Grêmio estando patinando no lodaçal do G4. Mesmo o SUS não distribuindo Viagra para velhinhos bem intencionados. Apesar disso tudo, a primavera trouxe um sopro de esperança, ressuscitando sonhos, atiçando projetos paralisados pelas incertezas. Enfim, vê-se uma luz no fim do túnel e chega-se à conclusão de que nem tudo está perdido, até porque, como dizia minha vó Ernestina “Deus é grande” e, principalmente, porque os fofoqueiros afirmam ser Ele brasileiro.

O fato é que o covid foi embretado. Ainda escoiceia, mas está sob controle graças ao avanço da vacinação. Como reflexo, outra notícia boa: a oferta de empregos continua crescente sinalizando a recuperação da economia, o que, de lambuja, gerará um efeito multiplicador que facilitará a vida de todo o mundo. É o tal do “ciclo virtuoso”! Inclusive, a força do ensino técnico visando a qualificação da mão de obra, em especial na área de TI, faz-se presente em todas as regiões do Brasil. Mas, a melhor de todas as notícias é que, enfim, está surgindo uma terceira via na corrida presidencial.

Tudo indica que Eduardo Leite aumentou seu cacife na disputa pela indicação do PSDB para concorrer à Presidência da República. Dias atrás foi agraciado pelo apoio de Tasso Jereissati que desistiu de sua candidatura em favor do governador gaúcho. E isso não é qualquer porqueira! Esse apoio é decisivo por várias razões, entre as quais a importância política de Jereissati que, por três vezes, foi presidente do PSDB. Isso significa enorme prestígio e dá visibilidade para Leite no nordeste, importante colégio eleitoral. Mais que isso, atraiu a simpatia de FHC que, apesar de seus 90 anos, não perdeu a lucidez política e deve ter percebido que Doria não descerá do palanque e nem do ringue.

Particularmente, entendo que a terceira via abre a perspectiva de distanciamento tanto do fanatismo quanto do radicalismo. Ambos são destrutivos porque excludentes, pois potencializam a agressividade e a arrogância. As coisas são colocadas de tal forma que quem não pensa igual é inimigo. Portanto, trata-se de uma lógica simplista, fazendo prevalecer a força bruta, penalizando a inteligência e o bom senso.

No atual estágio de desorganização econômica que o Brasil atravessa, mais do que nunca, necessitamos de um presidente agregador, equilibrado, com práticas contrárias ao populismo.

Para vencermos, teremos de trabalhar juntos e esta união só é possível se elegermos um líder capaz de influenciar pessoas para que trabalhem focadas no bem comum, todas identificadas com os interesses da população, contrárias ao discurso do ódio. Como frisou Jereissati, Leite representa uma nova geração, o renascer de esperanças, o dinamismo de quem quer construir grandes coisas. Alguém capaz de construir a estabilidade política e, por consequência, a econômica.

É preciso repensar a nossa democracia, pois o seu exercício é um eterno aprendizado. Mais do que nunca precisamos aprender com os erros cometidos em eleições passadas.

    Leia também