A Secretaria de Saúde, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), declarou nesta sexta-feira (7/1) a transmissão comunitária da variante ômicron do coronavírus. Até este momento, o Rio Grande do Sul já teve a identificação de 255 casos confirmados ou sugestivos para essa linhagem em 34 municípios ou em visitantes testados no Estado.
O conceito de transmissão comunitária ou local é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, sem histórico de viagem ou sem que seja possível definir a origem da transmissão.
A variante foi identificada originalmente na África do Sul e é apontada como a responsável pelo súbito aumento de casos em vários países. Esse crescimento também já é percebido no Rio Grande do Sul nas últimas semanas. A declaração alerta para a importância de serem mantidas e reforçadas as medidas de prevenção: completar o esquema vacinal e as doses de reforço, usar máscara e evitar aglomerações.
Pandemia não acabou, e momento é de restrição, alertam especialistas
Antes do surgimento da ômicron, tudo parecia estar caminhando para a normalidade. As famílias se reuniram no Natal e, mesmo com restrições, se comparado a outros anos, houve comemorações em eventos realizados no réveillon.
Agora, com a multiplicação da variante, a realização de eventos passou a ser motivo de preocupação com o cancelamento do carnaval em várias cidades do país. Para especialistas, no entanto, o avanço da ômicron no país recomenda cautela, e o melhor seria o cancelamento total de grandes espetáculos e festejos.
A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, afirmou que, diante do que já se verificou em países do Hemisfério Norte, onde a variante se espalhou em grandes proporções, o momento é de retroceder. “É preciso que a população entenda que mudou. Não podemos mais relaxar de maneira nenhuma”, disse.
Máscaras
A médica Isabella Ballalai alertou ainda para o uso das máscaras de tecido e as cirúrgicas, que segundo ela, não são suficientes para enfrentar a variante ômicron.
De acordo com Isabella, as melhores máscaras são as do tipo N95 ou PFF2. Quem não tiver condição de comprá-las, deve combinar o uso das de tecido com as cirúrgicas.
Além do uso correto das máscaras, a médica recomendou a vacinação. “Quem não tomou a primeira dose, pelo amor de Deus, acorda. A pandemia não acabou.”
Com informações da SecomRS e Agência Brasil.







































