Nossas redes sociais

Digite o que você procura

Economia

Brasil é único país do mundo com revisões para crescimento, afirma presidente do BC

O presidente do BC destacou que comemora melhoras recentes, como deflação em julho, e que atribui o movimento a medidas do governo.Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O crescimento da economia do Brasil tem surpreendido positivamente, e o País é o “único do mundo” com revisões para cima nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, afirmou nesta sexta-feira (26/8) o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

“O Brasil é o único país do mundo com revisões de crescimento. Sim, tiveram medidas do governo que ajudaram, mas acho que tem aspectos estruturais também”, disse.

Em evento, Campos Neto destacou um “crescimento forte de serviços, mas indústria ainda sofrendo um pouco”. A “grande surpresa”, segundo ele, é o desempenho do mercado de trabalho, projetando uma taxa de desemprego em 8,5% neste ano.

“É uma taxa que não se via há muito tempo, nada no mundo nessa proporção do Brasil, o que mostra o efeito de políticas combinadas. O crédito também super saudável. Uma alta da inadimplência é natural com alta de juros, mas mesmo assim dentro dos parâmetros”, avaliou.

Ao falar sobre o quadro inflacionário no Brasil, o presidente do BC destacou que comemora melhoras recentes, como deflação em julho, e que atribui o movimento a medidas do governo, como a queda na alíquota do ICMS.

Mesmo assim, defendeu que “não pode baixar a guarda”, com os preços de alimentos ainda elevados, e que a maior parte dos efeitos da alta de juros ainda não foi sentida pela economia.

Ele destacou que o Brasil “saiu na frente” do resto do mundo, com um ciclo de alta de juros “mais rápido, agressivo”. “Não tem quase nada praticamente de precificação de aumento de juros nos próximos seis meses aqui”, destacou.

Campos Neto afirmou ainda que muitos países implementaram medidas para amenizar o impacto da guerra na Ucrânia nos preços de energia e alimentação, um movimento adotado pelo Brasil apenas mais recentemente.

“Outros países tinham feito isso há mais tempo, alguns desde o começo da pandemia. Na média, o Brasil gastou menos que a média da OCDE nessas medidas”, disse. Para Campos Neto, a inflação atual difere do período inflacionário de 2014, quando a inflação brasileira subia enquanto a mundial tinha estabilidade.

“Agora, é o contrário, a nossa está abaixo da média dos desenvolvidos. Não faz sentido analisar inflação comparando com 2014, são categoricamente diferentes. Todos os países estão com inflação acima da expectativa, tanto neste ano quanto no próximo. O Brasil já fez grande parte do trabalho”, afirma.

Globalmente, Campos Neto destacou um movimento de melhora nas inflações, mas os números ainda estão elevados em muitos países, com necessidade de novas altas de juros, indicando um período de “inflação alta e crescimento mais baixo”, indicando pelas revisões de crescimento para baixo na maior parte dos países.

“Achamos que o Fed deveria continuar agressivo e vigilante no seu trabalho”, disse Campos Neto sobre a atuação do banco central dos Estados Unidos, destacando uma melhora recente nos números do país. Para ele, porém, há “claramente” uma desaceleração econômica global.

“Todos os modelos mostram que a desaceleração mais forte nos Estados Unidos tem probabilidade mais alta. Acho que os próximos três meses vão ser cruciais para entender essa situação, se a desaceleração foi incorporada, deveria refletir nos preços, se não caírem, pode indicar um pouso mais duro”, avaliou.

    Tempo agora
    São Pedro do Sul - RS
    Carregando...

    Leia também

    Economia

    Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa...

    Economia

    O percentual de endividamento das famílias chegou a 81,6% em maio deste ano, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens,...

    Economia

    Impulsionado pelo crescimento da economia e pela alta do petróleo, o governo federal arrecadou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas em...

    Economia

    O mercado financeiro operou em recuperação parcial após a instabilidade na véspera, em meio às repercussões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel...

    Geral

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89%...

    Economia

    O mercado financeiro teve um dia de euforia na sexta-feira (8). O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024,...

    Economia

    Em uma quarta-feira (6) marcada pela queda acentuada do petróleo e da melhora no cenário externo, o dólar fechou em leve alta, motivado pela...

    Economia

    Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o...

    Economia

    O dólar voltou a cair e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos. A bolsa brasileira...

    Economia

    O dólar caiu ao menor nível em dois anos, e a bolsa de valores renovou máximas históricas nesta quinta-feira (9), num dia marcado pelo...

    Economia

    O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos e o Ibovespa renovou recordes nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela melhora...

    Economia

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31%...

    Economia

    Em mais um dia de nervosismo por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar encerrou nesta sexta-feira (13) no maior valor desde janeiro,...

    Geral

    O preço do petróleo no mercado internacional disparou na manhã desta segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de...

    Economia

    A decisão de Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a maior parte do tarifaço do governo de Donald Trump provocou uma onda de...

    Economia

    O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto...

    Economia

    Num dia marcado pela volatilidade, o dólar caiu e fechou abaixo de R$ 5,20 pela primeira vez em quase dois anos. Afetada pela piora no...