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PÉROLAS DA CAMPANHA

Habitualmente, não acompanho o que dizem os políticos no horário gratuito de televisão. Aliás, não existe nada de graça, principalmente, o tempo de televisão. O dinheirinho que subvenciona os partidos e que enriquece muitos políticos, sai de nossos bolsos depois de convertidos em impostos. Porém ouço, no rádio do carro, as inserções de partidos e de candidatos que permeiam os anúncios publicitários. Antes eu me horrorizava com os disparates. Depois passei a rir, pois muitas promessas são de causar inveja a muitos roteiristas de programas cômicos. Hoje, estou sinceramente preocupado!

Imaginem se esses desatinados conseguem se eleger? No legislativo e no executivo já têm oportunistas demais, chantagistas aos borbotões, demagogos em profusão, incompetentes em quantidade letal. E o resultado disso está escancarada na crônica política e em leis absurdas que, felizmente, não são cumpridas pela própria irracionalidade.  

Mais que favorecer aos candidatos, o horário gratuito tem servido para escancarar o despreparo daqueles que pretendem conquistar votos para, bueno, arrumar uma boquinha no legislativo ou no executivo. São tantas as promessas que a Jimo deve estar faturando horrores para manter apresentável a cara de muitos deles.

Há candidatos que usam a democracia e a liberdade de expressão e o horário para, simplesmente, propor o fim da democracia. Há um que prega, abertamente, a revolução para enfrentar a pobreza e a miséria dos que vivem abaixo da linha da miséria.

Há candidatos que pretendem estatizar as empresas recentemente privatizadas, tipo a CEEE e a Sulgás, conhecidas e reconhecidas como cabides de empregos, latifúndios de incompetência e sanguessugas persistentes do erário. Pior: muitos que vivem no mundo da lua apregoam o aumento dos impostos para o agronegócio e sobre as grandes empresas, tudo para manter a inépcia do poder público. Provavelmente, esta gente nunca ouviu falar em inflação e, se ouviram, confundem-na com uma invenção de economistas desocupados. Aliás, dá para rir da proposta de uma candidata que promete expropriar as grandes empresas. Essa, com certeza, deveria procurar, com urgência, um hospital psiquiátrico. 

Felizmente, essas e outras aberrações, para vingarem, precisarão do aval da Assembleia Legislativa ou o Congresso Nacional. Há candidatos ao legislativo estadual que não sabem que muitas benesses que prometem são de alçada do governo federal. Talvez saibam, mas faz parte da cartilha da demagogia prometer tudo. Triste que muitos eleitores acreditam e, pior ainda, defendem esse tipo de anomalia.

Felizmente, Eduardo Leite está se firmando como provável ocupante do Palácio Piratini.

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