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O PAÍS DAS BIZARRICES

Pois o STF, para não manchar seu currículum de alto e inconteste saber jurídico, manteve de goleada (8 a 3) a anulação das condenações do Lula, O Honesto! Não importa o crime, nem a sua gravidade. O relevante é qual o tribunal federal que o julgou, ainda que a JUSTIÇA FEDERAL tenha a mesma importância em todos os estados da federação. (Nem vou questionar, que o Brasil só é uma Federação quando isso interessa para o locatário do Planalto).

Posso não saber nada de direito, mas conheço princípios éticos, que não são conceitos morais, nem obscuros. Isso me faz pensar que a ética, pelo menos no Brasil, está mudando (e ela muda com a sociedade), a ponto de não nos escandalizarmos com a impunidade. O fato de Sergio Moro e o Ministério Público conversarem causou alguma injustiça? Será que, as conversas tornaram verdadeiras as provas falsas? Será que as conversas ou a ausência delas fazem de um corrupto juramentado, um cidadão honesto ou vice-versa?

Isso é o que acontece num país em que, para se vestirem de vampiros como se estivessem num evento burlesco-macabro, os membros da suprema corte não precisam ser doutos. Basta um saber jurídico raso, como água de sanga na seca. Não precisam nem ser juízes, nem ter reputação ilibada ou mesmo sobriedade ou discrição, muito menos vergonha na cara. No país das bizarrices basta ser amigo do rei de plantão! Não precisa qualquer saber que não seja aquele de babar ovos, seja do rei, seja dos senadores a quem cabe dizer “amém” para a nomeação! Aí fica-se pensando que, nos países sérios e democráticos, a suprema corte transforma-se num esteio da democracia e um exemplo para a cidadania. No Brasil, é tão bizarra a situação que o respeitável público teme que, depois de Lula ser inocentado e consagrado santo, o juiz Moro venha a ser preso. Quem duvidar é louco ou doente da cabeça, que eu acho ser a mesma coisa! Suas excelências tanto fizeram que conseguiram nivelar-se a Suprema Corte da Venezuela! Credo!

A sensação que fica para o público pagante é que, no Brasil, a justiça não existe. Por aqui, os bandidos ganham e debicam e insistem em dar cartas e jogar de mão, num deboche sem fim, sem limites, que não seja o de rir da cara do respeitável público que, ainda que respeitável, tem cara e jeito de bobo. Eu no meio.

No que depender do STF o fato está julgado, decidido e não cabe apelação, nem firulas protelatórias. Nem se queixar ao bispo resolve, pois ele já avisou que não entra em baile de cobras, ainda mais se forem extravagantes e desvairadas e principalmente togadas. Resumindo: a Justiça perdeu!

No andar da carruagem ou do carro alegórico, como preferirem, resta aguardar que Moro seja condenado. Afinal, cometeu um crime que, na opinião das excelências que coabitam no covil em que se transformou Brasília, é inapelável, causando uma sangria inestancável e, por isso, mortal. Ou seja: combateu a corrupção e mandou prender bandidos e ladrões, sem olhar para partido ou para a conta bancária, nem para o status na ala dos poderosos.  Todos brancos, ricos, figurões incontestáveis da política e do mundo empresarial. Isso, cedo ou tarde, afloraria com força e, incrédulo, o respeitável público viu, ao se estancar a tal de sangria no coração da corrupção, a maior vítima foi a lava jato. Aliás, a verdadeira culpada por tudo o que aconteceu em nosso País.

Os sociólogos usam a palavra “anomia” para descrever situações em que a sociedade perde seus valores, desorganiza-se e mergulha no caos. Só falta, agora, culpar os sociólogos por nossas mazelas éticas…

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