Se há algo que me surpreende é um lulopetista condenar a corrupção. Mas todos os políticos são corruptos, pode alguém dizer. Porém, a diferença é que nenhum outro partido agitou com tanto ardor e fervor a bandeira da honestidade, da integridade e do jeito diferente de fazer política como o PT. Já populistas juramentados, tipo Lula e Bolsonaro, não me assombram quando pretendem angariar votos através de mensalões ou de emendas parlamentares, gerando dependência financeira e psicológica para consolidar seus projetos de poder. Isto está no DNA deles! Mas, inusitado mesmo, foi ver o PT questionar o projeto de terceirizar a gestão do Hospital Municipal Dr. Getuinar DÁvila do Nascimento. Aliás, a palavra gestão e o seu significado deveria ser riscado do vocabulário lulopetista, considerando o estrago político, econômico, social, moral e ético que o PT causou pelo seu “método” e sistema peculiar de gerir a coisa pública.
Em qualquer conversa sobre administração pública é comum ouvir-se críticas à burocracia e afirmativas de que administração pública não funciona. Há quem diga: “A maioria dos funcionários públicos, garantidos pelo instituto da estabilidade, não trabalha ou só trabalha quando quer!”, “É um antro de corrupção!”, “Ganham muito e trabalham pouco!” Evidente que, para confirmar esta regra, há as exceções! O triste é que estas críticas não nasceram do vazio, nem são fatos fortuitos. Baseiam-se em atos repetidos, reprisados, estimulados por gestores que brincam de governar e pelo corporativismo que só enxerga os interesses de uma minoria representada por um sindicato.
A grande fraude é que o corporativismo confunde o público com o privado, mistura tudo e cria situações surrealistas que só acontecem em países subdesenvolvidos. Basta comparar os salários de algumas categorias do funcionalismo com aqueles pagos pela iniciativa privada e a respectiva carga horária. Quer mais: detenha-se nos penduricalhos que engordam salários ou em direitos extravagantes que só existem na administração pública. Ou seja, isso tudo somado passa muito próximo da bandalheira explicita!
Quando cheguei em São Pedro em 2009, a situação do Hospital Municipal era caótica, impedindo não só o atendimento médico-hospitalar, como a formatação de convênios com o governo do Estado o que, a exemplo de Santiago e de Faxinal do Soturno geram recursos para viabilizar financeiramente seus hospitais. (O Hospital de Santiago é referência regional na área de traumatologia e o de Faxinal, em oftalmologia). Participei, inclusive, de uma reunião para discutir medidas capazes de ajudar o prefeito Marcos Senger a recuperar o Hospital, pois era evidente que o problema era de gestão. O fato é que se gastou vela boa com defunto ruim… Como soe acontecer, todo o mundo era culpado, menos o responsável maior e direto pela operacionalização do Hospital.
Como acredito que a história nos ensina a não repetir os erros do passado e, ao mesmo tempo, é um estímulo para se construir o futuro, informei-me sobre a evolução da gestão hospitalar em nosso município. Descobri que na gestão petista de 2009 a 2016, baseada em princípios lulopetistas de governar, ou seja, pensando nas próximas eleições, o hospital acabou com as contratualizações e deu no que deu. Não fosse Victor Doeler e a agora prefeita Ziânia, por certo, o Hospital estaria fechado.
Daí porque o caminho para acabar com a má gestão, com o corporativismo e o patrimonialismo, dois grandes ralos por onde se escoa o dinheiro público, a terceirização apresenta-se como o meio mais rápido de prestar serviços de qualidade para a população. Para tanto, basta escolher de forma criteriosa a empresa terceirizada e fazê-la cumprir o contrato nos termos pactuados. Buscar referência idôneas é fundamental e auditar de forma permanente os serviços prestados, uma necessidade. São inúmeros os exemplos no Rio Grande do Sul em que terceirizações mal feitas acabaram na Justiça. Fora isso, é a saída para termos um hospital funcionando em condições de atender a quem o procure.


































