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FALANDO SÉRIO

Enfiámo-nos no círculo vicioso mais trágico que poderíamos ter entrado.  E, completamente desprotegidos! De peito aberto enfrentamos, até porque não há o que fazer, uma tempestade perfeita, pois a situação que já era ruim agravou-se por ocorrências que ferem o âmago de nosso espírito, zombam de nossos esforços, destroçam nossas esperanças. Eu, sinceramente, pensei nunca mais ter de passar por isso.

Por maior que seja, por mais riquezas que tenha, o Brasil não teve forças para sobreviver às ações danosas provocadas pelos governos lulopetista e bolsonarista. A noite tornou-se pequena para repor os estragos políticos e econômicos perpetrados durante o dia!

Não bastasse uma pandemia que ceifou a vida de milhares de brasileiros, desonestidades de uns, ignorância de outros, empurraram o Brasil para o abismo da inflação, tragédia tantas vezes por mim anunciada nesta coluna. É, infelizmente, estou dizendo: “eu avisei!”

Estamos experimentando, a maioria sem qualquer traquejo, um círculo vicioso em que para combater a alta generalizada de preços usam-se mecanismos que alimentam mais a inflação. É mais que enxugar gelo, porque cada vez a geleira aumenta mais!

Quando a inflação é leve, digamos civilizada, o próprio mercado encarrega-se de corrigi-la. Mas, a disparada dos preços mostram que estamos a um passo de entrar no espaço perigoso determinado pela inflação inercial, quanto os preços são sistematicamente reajustados para corrigir aumentos de custos. Em português claro, significa que a inflação passada causa a inflação presente e alavanca a inflação futura.

Os brasileiros passaram anos apanhando para chegar ao plano real. A história diz que Juscelino, com a construção de Brasília, junto com a Belém-Brasília e tantas outras rodovias que rasgaram o interior deste país, inaugurou o processo inflacionário. De lá para cá, um presidente atrás do outro, não sabia o que fazer para “estancar a sangria”. Veio Jânio que pariu João Goulart, que justificou a ditadura, que desaguou no Sarney, que sobreviveu ao Collor e esbarrou no, até então obscuro, Itamar Franco. Pois não é que o topetudo que alvoroçou a crônica social sambando num camarote da Sapucaí ao lado de uma “modelo” que, por economia, deixou as calcinhas em casa, teve o atrevimento de pegar a onça chamada inflação a unha, transformando-a num gatinho ronronante que mais dormia que assustava.

E como não tinha o apoio do STF, nem Augusto Aras era o Procurador Geral, para estancar a tal sangria, socorreu-se de um sociólogo, tão obscuro quanto o próprio Itamar, mas com uma grande qualidade: Fernando Henrique não se metia de pato a ganso! E, por ser humilde e inteligente, passou a ser considerado o pai do Plano Real!

O posto Ipiranga dele chamava-se Pedro Malan que se cercou de Pérsio Arida, André Lara Resende, Francisco Lopes, Gustavo Franco, Edmar Bacha e outros ilustres desconhecidos e deu um fim glorioso para o maior tormento dos brasileiros, de todas as querências, inclusive o valoroso povo do Xiniquá que nunca se vangloriou do fato de Santa Maria fazer parte da grande São Pedro.

Falando sério: chegou a hora do Brasil acabar com os aventureiros, amadores, deslumbrados, extremistas, populistas, demagogos e ignorantes que governaram nosso país ao longo das últimas décadas. Chegou a hora da mudança, não de país, mas de governo! As eleições estão aí e não podemos perder mais esta oportunidade que a vida nos dá! Pensem nisso…

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