A companhia Aegea, que assinou o contrato de privatização da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento) na última sexta- feira (7), depois de longa batalha judicial, anunciou, na terça-feira (11), um investimento de R$ 100 milhões nos primeiros 100 dias de atuação nos 317 municípios de abrangência no Rio Grande do Sul. A empresa também garantiu entregar 356 intervenções e melhorias nesse período. Anualmente, são esperados investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão para garantir a universalização da água e esgoto até 2033.

O planejamento confirmado não foi alterado significativamente, mesmo com o atraso na conclusão da venda da estatal.Durante coletiva de imprensa, realizada em Porto Alegre, o vice-presidente de operações, Leandro Marin, afirmou que o foco inicial está em destravar obras paradas e realizar reparos de curto e médio prazo. Nesse período, as melhorias devem impactar cerca de 900 mil pessoas. “A nossa estratégia é que tenhamos água para todo mundo. Os problemas de saneamento da região estão travando o desenvolvimento econômico da região”, disse Marin.
Outra preocupação da companhia é reverter a perda de água, que hoje pode chegar a 40% em alguns municípios, além de potencializar e modernizar a automação do Centro de Operações Integradas (COI) da Corsan em até 18 meses. “Vamos saber dos problemas antes que eles aconteçam ou cheguem até nós. Vamos saber onde estão os carros e as equipes em tempo real”, ponderou o diretor de operações da companhia, José de Jesus da Fonseca.
A Aegea afirma que os investimentos não irão significar aumento da tarifa de água nesse primeiro momento. “Não há motivos para aumento, exceto reposição de perdas inflacionárias. A tarifa cobrada hoje é suficiente para fazer os investimentos necessários”, afirmou Leandro Marin. A tarifa foi reajustada em 3,4 em julho, antes da Aegea, e deve subir de novo daqui a 11 meses, acrescentou.
A companhia, que arrematou o leilão da Corsan em dezembro do ano passado por R$ 4,1 bilhões, atende 30 milhões de pessoas em todo o Brasil e passará a atender 6,5 milhões no Estado do Rio Grande do Sul. Além disso, são 16 mil colaboradores no Brasil e há previsão de novas contratações no curto prazo para o Estado, com previsão de geração de mais de 5 mil postos diretos de trabalho na construção civil.
































































