Nos países sérios, se alguém é condenado, seja qual for o crime, independentemente dos anos de cadeia, ele cumprirá a pena em sua integralidade. Quando falo em cumprir a pena, quero dizer que se ele for condenado a 20 anos, por exemplo, este será o tempo em que ficará afastado da sociedade que o julgou e o condenou. Nos países sérios ninguém é preso num dia e solto no outro. Por quê? Por que os juízes e os policiais são incorruptíveis? Não! Isso acontece porque nos países sérios as leis são rígidas e foram feitas para serem cumpridas. Em outras palavras: A Justiça é levada a sério! Mas qual a explicação para este fenômeno que, no Brasil poderia ser chamado de aberração? A explicação é simples: nos países sérios a maioria dos políticos é responsável e moralmente comprometida com o bem público e a maioria da população é politizada, tudo como conseqüência do sistema educacional vigente naqueles países.
Lá como cá quem faz as leis são os deputados. Cabe às autoridades e à Justiça, cumpri-las. Quando as leis são feitas deixando as portas abertas para escamotear e para a impunidade, evidente que a Justiça se apequena e o poder judiciário, como um todo, desmoraliza-se. Simples, assim!
Aqui no Brasil um criminoso de marca maior, mesmo tendo sido provados e comprovados seus crimes e maracutaias, foi liberado de cumprir as suas penas. Não porque os juízes sejam lenientes ou ideologicamente comprometidos com esta ou aquela corrente. Foi liberado porque as leis foram feitas para impedir que qualquer membro da elite política, econômica ou social tenha de ser trancafiado. A minha avó Ernestina, que sabia tudo da arte de fazer pudim, diria que no Brasil as leis foram feitas para prender ladrões de galinhas. Os demais crimes, exceto os de sangue, no Brasil o criminoso é condenado a cumprir penas mínimas ou convertidas, premiando a impunidade e debochando do público pagante que, em sua maioria, constitui-se de pessoas honestas que trabalham arduamente para compensar os saques aos cofres públicos. Quando um poderoso comete um crime o máximo que enfrenta são incomodações e uma despesa grande para pagar advogados de porta de cadeia. Escandaloso é que, no caso dos políticos tipo Lula, a grana que deixa advogados milionários tem a sua origem na corrupção que permeia a atividade política em países como o Brasil.
Porém, o mais escandaloso é ver Lula, Dilma e Gleisi Hoffman exercendo uma atividade política. Mais, quando aparecem na televisão vendendo a imagem de pessoas honestas que nada tiveram a ver com a situação política e econômica que vivemos. E o pior, segundo as pesquisas, Lula tem grandes chances de dar continuidade ao saque aos cofres públicos, atividade criminosa que foi interrompida quando os corruptos do PT foram enquadrados pela Lava Jato que, por sinal, foi enterrada por Bolsonaro.
E falando nele, se antes havia alguma chance dele ganhar do Lula, que seria outra aberração, jogou tudo para o ar quando, inconstitucionalmente, indultou Daniel Silveira. Ficou evidente que além de estar mal assessorado na área jurídica, também não está bem informado sobre liberdade de expressão e a sua abrangência. Aliás, agiu como qualquer ditador de qualquer país do terceiro mundo que, para proteger amigos, pisa na constituição.
Depois deste tiro no pé desferido com extrema pontaria, mais urgente se torna a entrada de uma terceira via no cenário sucessório. O Brasil, que está acima de tudo e de todos, não merece ser dirigido nem por Lula nem por Bolsonaro. Está provado: ambos são farinha do mesmo saco, ainda que sejam de moinhos diferentes. É muito deboche a ser suportado pelo povo brasileiro!


































