Nossas redes sociais

Digite o que você procura

Colunistas

A INUTILIDADE DO HORÁRIO POLÍTICO

Decidi não acompanhar o horário político. Não por uma questão de alienação, pois busco sempre estar bem informado. Dei um basta para o horário político obrigatório para preservar minha saúde mental e a minha autoestima. Decididamente, os candidatos pensam que o distinto público é formado de idiotas, eu no meio.

Entra eleição sai eleição, desde que adquiri o direito de votar, as promessas são as mesmas: todos vão resolver os problemas da educação, da saúde e da segurança pública. Todos! Não tem quem não prometa resolver o problema do desemprego e alguns mais arrojados juram que transformarão o Brasil numa nação livre. Alguns tem o desplante de, por não saberem o que propor, por pura falta de vergonha e de criatividade, generalizam suas juras afirmando que exercerão o mandato defendendo o povo. Credo!

Há os mais sofisticados. Ouvi que alguns pretendem acabar o problema das escolas caindo aos pedaços, que implantarão o turno integral e, os mais cara de paus, juram que aumentarão os salários dos professores e, de lambuja, do funcionalismo público.

Considerando tantos compromissos, repetidos tantas vezes, conclui-se que além de demagogos, os candidatos não passam de um bando de mentirosos, peritos em enganar a distinta plateia, escancarando que não passam de estelionatários eleitorais.

Na questão central deste horário, transformado em balcão de esperanças, destacam-se os problemas crônicos nacionais relacionados à precariedade das escolas, da baixa remuneração dos professores que, por serem plantadores de futuros, merecem além de valorização profissional, um mínimo de respeito pelo papel que exercem no fortalecimento e no desenvolvimento econômico e social de uma nação.

O fato é que, se houvesse vontade política e não tivéssemos demagogos no poder, há muito tempo os problemas que prometem combater já estariam resolvidos.

Em nível nacional tenho acompanhado as entrevistas com os candidatos à Presidência. Pelo que vi e ouvi até agora, o Brasil levará muito tempo para romper as barreiras do subdesenvolvimento político, econômico e social. Infelizmente, aconteceu a radicalização inócua onde o ódio é potencializado em cada discurso não só dos candidatos quanto de seus seguidores. E, quando o ódio e a raiva prevalecem, some o senso de responsabilidade, pela simples razão que quando se tem raiva aflora a burrice.

Há algum tempo li uma pesquisa que afirmava que 30% dos eleitores de Lula e de Bolsonaro votariam neles cegamente, não importando o que fizeram ou o que deixaram de fazer no passado. Então pode-se dizer que 40% dos eleitores não tem corrupto, nem incompetente de estimação. Alguns votarão no Lula, não por preferirem a volta da corrupção, mas para impedir a reeleição de Bolsonaro. Outros votarão em Bolsonaro, fechando os olhos para a corrupção no varejo, zelosamente varrida para baixo dos tapetes palacianos, porque não querem ver a corrupção no atacado voltando a dominar a política brasileira.

Infelizmente, a esperança de uma terceira via, aos poucos vai esvanecendo em nossos corações. Mas ainda há tempo para reverter este jogo. Eu, particularmente, votarei em quem tiver a melhor chance de impedir a volta de quem já provou não merecer, nem respeitar o cargo de Presidente da República. Que Deus nos ilumine, porque o horário político não ajuda em nada. Até agora só serviu para torrar o dinheiro público despejado copiosamente no colo de partidos que existem tão somente para mamar nas tetas públicas.

    Tempo agora
    São Pedro do Sul - RS
    Carregando...

    Leia também