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INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Nas últimas eleições para Presidente da República, como declarei na época, votei em Álvaro Dias(Podemos) e justifiquei meu voto. Dentre os candidatos, ele me pareceu o melhor naquele momento histórico que vivíamos.

Só para refrescar as ideias, vínhamos sofrendo as consequências de uma ressaca moral monumental em consequência do segundo governo Lula que fazia o Brasil sangrar pelos pontaços disferidos pelo aparelhamento do Estado e pela corrupção. Aí tivemos de suportar um “poste” de saias governando o país. Aliás, quando Lula declarou que qualquer um que ele indicasse seria eleito, mesmo que fosse um poste, os mais atentos perceberam que a mediocridade seria o ponto forte do governo indicado pelo lulopetismo, pois é difícil, para não dizer impossível, ensinar um poste a governar.

Como desgraça pouca é bobagem, logo que Dilma foi cassada por irresponsabilidade administrativa, como se poste pudesse ser responsabilizado por qualquer coisa, Temer assumiu e a crise continuou. A Lava Jato que na época era forte e amplamente apoiada por todos que não fossem corruptos ou que, por destino, tivesse em casa um corrupto de estimação, desnudava a imoralidade pública. Romero Jucá, então Senador e braço direito de Temer, não fazia outra coisa que buscar formas de estancar a sangria representada pela avalanche de processos que tirava o sono de suas excelências que, logo perceberam, Brasília não era grande suficiente para entrincheirar a bandidagem.

Este era o clima que permeava a campanha eleitoral para as eleições presidências de 2018. Quem não fosse esquizofrênico a ponto de achar que estava tudo bem e nem radical ou fanático a ponto de não enxergar os fatos, principalmente, que Lula (representado por Haddad) e Bolsonaro eram farinha do mesmo saco, vivia o drama de não ter em quem votar. Até porque, a disputa entre o “menos pior” era acirrada, disputada centímetro a centímetro. 

O Brasil, naquele momento, precisava de serenidade. Precisava de alguém agregador que pudesse liderar o povo brasileiro para o caminho da ordem e do progresso. Precisava de alguém minimamente responsável que, ao contrário de incendiar as pontes que levam ao diálogo, que é o alicerce de uma democracia, fosse antes de tudo um bombeiro. O Brasil e qualquer país do mundo precisa de um clima de paz para crescer.

Vou repetir: os investidores que geram emprego e renda fogem como o diabo da cruz de cenários conturbados, porque qualquer coisa que cheire a instabilidade acende o sinal vermelho do caminho que leva ao lucro. Sem segurança jurídica ou estabilidade política e econômica, as possibilidades de o Brasil alavancar o seu crescimento econômico e social vão para o brejo.

O que incomoda é a irresponsabilidade que mobiliza falanges fanatizadas que não estão minimamente preocupadas com o futuro do país. Ninguém parece perceber que a democracia e o bem estar da nação precedem qualquer disputa de poder. Pena que as forças que promovem esta verdadeira guerra de bugios não percebem que o eleitor, que em última análise é o alvo de suas ações, deseja apenas trabalhar em paz, não se assustar com a inflação nem com as mazelas de um país politicamente subdesenvolvido.

Pois votei em Álvaro Dias porque, entre os candidatos, era o que tinha perfil para abraçar a democracia. Tinha força moral e histórico de vida para agregar forças políticas e econômicas. Alguém com juízo para defender a democracia e preservar valores éticos e morais que, infelizmente, a falta deles nos empurram para baixo.

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