Mais democracia, mais igualdade, mais conquistas para todas. Este foi o tema abordado durante a 1ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, promovida pelo Conselho Municipal de Direitos das Mulheres de São Pedro do Sul (COMDIM). O encontro realizado na terça-feira, 15 de julho, na Casa de Cultura, teve a presença de autoridades, lideranças locais e regionais e participação da comunidade.

Pela manhã foi realizada uma Roda de Conversa sobre a temática com com a participação da enfermeira e professora, Maria Celeste Landerdahl , que é ativista social, fundadora e integrante do Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres de Santa Maria, advogada Deborá Evangelista, especialista em Direito Penal e Violência Doméstica, promotora de justiça do município Caroline Schlatter e da juíza da Comarca de São Pedro do Sul, Walkyria Cabral. A mediação foi realizada pela procuradora jurídica do município, Mariane Braibante.
As participantes destacaram em suas falas a importância da Conferência no sentido de proporcionar um momento de escuta e de troca de conhecimentos, além de incentivar a participação ativa das mulheres nos espaços de decisão política, econômica e social. Entre as questões abordadas estiveram a violência de gênero, violência doméstica, diferença salarial e sub-representação na política.

A enfermeira e professora Maria Landerdahl também falou sobre o Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres de Santa Maria.“É um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e ele congrega todos os serviços que fazem o enfrentamento à violência contra as mulheres, como por exemplo, as delegacias da mulher, o centro de referência, os juizados, a promotoria, enfim todos os serviços que congregam o que a gente chama hoje de rede. Também são desenvolvidos vários outros projetos, como um curso destinado para os professores do município com temas relacionados a gênero e violência de gênero”, afirma ela.

A professora ressalta que foram registrados vários avanços em Santa Maria desde a criação do Fórum, entre eles a implantação do Centro de Referência para as mulheres que sofrem algum tipo de violência e destacou que um local semelhante poderia ser criado em São Pedro do Sul, visando orientar e acolher as vítimas. Maria também avaliou como positiva as discussões da Roda de Conversa. “Essa Conferência foi muito potente. São Pedro do Sul tem um potencial muito grande de mulheres guerreiras e que precisa ser valorizado”, destaca ela.
Para a advogada Deborá Evangelista, a promoção do debate durante o encontro permitiu que as participantes refletissem sobre que tipo de democracia as mulheres estão vivenciando no município e quais são seus direitos. “Muitas vezes estamos com direitos adquiridos, porém esses direitos não são efetivados. Então através dessas conferências, conversas e estabelecimento de políticas públicas, podemos ter o exercício efetivo desses direitos e a melhoria da nossa cidade”, ressalta ela.
Deborá destaca ainda que todos os direitos das mulheres foram conquistados através de movimentos sociais. “Na nossa história nós não temos nenhum direito que foi dado. Todos os direitos foram discutidos e conquistados. Primeiro, existe um movimento de mulheres que busca e tenta convencer a sociedade de que todas precisam desses direitos. Depois, nós temos um entrave político para que uma lei que garanta esses direitos seja efetivada para que após, em um terceiro passo, seja possível perceber o exercício desse direito acontecendo no dia a dia e na vida dessas mulheres”, enfatiza a advogada.
As atividades da Conferência continuaram no turno da tarde com as discussões dos eixos temáticos e, logo após, a plenária final com a indicação das Delegadas para a Conferência Estadual dos Direitos da Mulher.
Foram indicadas como Delegadas:
Gabriela Olinda Fialho e Milena Miquele Rosa dos Santos como representantes da sociedade civil.
Janessa Ebling Farinha e Neila Casola, representando o ente público.
Por Andressa Scherer Tormes
















































