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TRATORAÇO NA LAVOURA DA CORRUPÇÃO

A corrupção está entranhada na cultura política do Brasil. Os políticos conseguiram avacalhar até a Lava Jato, que poderia ter sido um marco. Para desânimo e revolta do respeitável público “tudo continua como dantes no quartel d’Abrantes”. Ou seja, nada mudou em matéria de moralidade neste mundinho subterrâneo e sombrio, onde, no meio do charco, grande parte de suas excelências, de todos os partidos, chafurdam debochando e escarnecendo do público pagante. O divisor está bem claro: nós trabalhamos, para gerar impostos. Eles se esforçam, para saquear os cofres públicos.

Se algum político ficar brabo que morda o rabo, que com certeza faz parte de sua anatomia, pois político pitoco é tão raro quanto achar cebola em salada de frutas. Se eu pudesse aconselhar alguns deles diria que, enquanto defenderem a impunidade, sempre que legislarem em causa própria, toda a vez que se beneficiarem de mordomias imorais, cada vez que forem cúmplices ou coniventes com o desvio de dinheiro público, terão de aguentar a vaia da distinta plateia e o selo de inúteis em suas testas. São coisas da vida…Quem faz a fama, dorme na cama ou nos pelegos, tanto faz, que aguente o tirão como se fosse cabresto de domador.

Toda essa indignação, é porque o mau exemplo do “mensalão”, quando políticos recebiam dinheiro para apoiar qualquer “bosta” que o governo fizesse, apareceu de roupa nova. Desta vez, vestiram-se de tratoristas e se dependuraram em máquinas e em equipamentos, que a imprensa “marronzista e sensacionaleira”, no dizer de Odorico Paraguassú, (o patrono, já que não conseguiu ser o decano dos políticos safados), chamou de “tratoraço”.

E a certeza da impunidade é tanta que os finórios produziram provas com a mansidão dos justos: registraram em ofícios a compra superfaturada, de até 259%, de máquinas agrícolas. Um negócio da China: o governo (que pelo jeito não tem dono nem jeito) paga, e a diferença de preço vai para os bolsos dos safados. Conseguiram provar, numa só tacada, que além de ladrões são burros! Mais que isso: predadores! Num tempo de pandemia em que nunca os recursos financeiros públicos foram tão necessários, seja para viabilizar a saúde, seja para acudir os desesperados, ainda tem gente se locupletando.

Mais uma vez o patrimonialismo e o clientelismo voltou a mostrar as caras neste pobre país rico descoberto por Cabral e povoado por políticos velhacos. Ou seja, para a maioria deles, a coisa pública se confunde com o privado, tudo vira vanerão e o baile é na casa da sogra. Para muitos, fazer política é privilegiar os currais eleitorais que, lá no Xiniquá, chamam de mangueira. E o eleitor vira cliente, que se conforma em receber migalhas em troca de um voto, indispensável para dar poder aos malandros que, entre outras coisas, têm o privilégio de legislar, principalmente, em causa própria.

O fato é que no Brasil os poderes constituídos confundem suas atribuições. O executivo legisla através das medidas provisórias, o Legislativo executa através de emendas parlamentares e o Judiciário, porque encastelado na interpretação da lei, legisla e executa. Toda essa promiscuidade, de certa forma, justifica o tratoraço, fortalece a impunidade e explica o canetaço.

Nesta semana perdemos a Kakati que era como os amigos chamavam Maria da Graça Soares Skrebsky. Passou a vida ajudando e cuidando da família e a todos que dela necessitaram, principalmente quando no exercício da enfermagem que, por si só, traduz a vocação daqueles que nasceram para semear amor. Como diz o Kinha “ela era puro amor”. Que Deus a abençoe, proteja e ilumine seus caminhos.

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