Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028.

Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país.
A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço.
Os contratos de concessão que incluiam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025.
Adaptação desses contratos, no formato de autorizações de serviço, prevê a extinção gradual dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso de telefonia no país.
Há ainda, no país, orelhões cuja manutenção pelas operadoras não é obrigatória. Seu desligamento pode ser solicitado diretamente a elas, e caso não atendam à Anatel, por meio da central de atendimento (1331) ou no portal da agência na internet.
SAIBA MAIS: A população praticamente deixou de usar os orelhões no Brasil por uma combinação de fatores tecnológicos, econômicos e sociais:
📱 Popularização do celular
O principal motivo é o acesso quase universal aos telefones celulares. Hoje, a maioria das pessoas tem um aparelho próprio, com chamadas ilimitadas e aplicativos de mensagens, o que tornou o orelhão desnecessário.
🌐 Internet e aplicativos
Além das ligações, serviços como WhatsApp, Telegram e chamadas por vídeo substituíram o telefone tradicional, algo que o orelhão não oferece.
💳 Dificuldade de uso
O sistema de fichas e cartões telefônicos caiu em desuso e deixou de ser comercializado com facilidade. Sem meios simples de pagamento, o uso se tornou inviável.
🔧 Falta de manutenção
Muitos orelhões estão quebrados, vandalizados ou sem linha ativa, o que afasta ainda mais possíveis usuários.
🕒 Mudança de hábitos
As pessoas passaram a se comunicar de forma imediata e contínua. Parar na rua para fazer uma ligação virou algo fora da rotina moderna.
⚖️ Questões regulatórias
Após a privatização das telecomunicações, as concessionárias passaram a ter menos interesse econômico na manutenção dos orelhões, já que o serviço deixou de ser rentável.
Hoje, os orelhões que ainda permanecem nas ruas cumprem mais um papel histórico e simbólico do que prático, sendo usados apenas em situações muito específicas, como emergências ou falta total de sinal de celular.
Com informações da Agência Brasil



































