Em 2025, o calendário de atividades da Paróquia São Pedro Apóstolo vai passar por alterações. Conforme o comunicado do Conselho Paroquial, divulgado recentemente nas redes sociais pelo Pe.Gildo Brandt, pároco responsável em São Pedro do Sul, as novas normas seguem as orientações da Arquidiocese de Santa Maria, as quais informam que no próximo ano, não haverá bailes ou reuniões dançantes nas comunidades. Também , não serão comercializadas bebidas alcoólicas nas promoções e eventos. Na publicação consta ainda que serão permitidas somente as festas tradicionais, com almoço ou jantar e refrigerantes.
A medida foi tomada pelo arcebispo metropolitano de Santa Maria, dom Leomar Brustolin e é valida também para as outras 26 cidades que compõem a Arquidiocese de Santa Maria.

A publicação com os novas normas geraram polêmica e debates nas redes sociais, dividindo opiniões entre fiéis e comunidade em geral. Nos comentários algumas pessoas se manifestaram a favor das medidas, afirmando que bailes devem ser promovidos por clubes e casa de festas e não por instituições religiosas. Em contrapartida, outros acreditam que as regras vão prejudicar as comunidades que se mantém através dos recursos arrecadados nas programações.

A reportagem entrou em contato com o pároco responsável em São Pedro do Sul, o Pe. Gildo, o qual não quis se manifestar. Também contatou o vigário geral da Arquidiocese de Santa Maria, Pe. Cristiano Quatrin, que explicou os motivos das novas normas.
De acordo com Pe. Cristiano, em 2025, a Igreja Católica celebrará o jubileu, um evento que ocorre a cada 25 anos e é um tempo de conversão e coerência com o Evangelho. “Inspirado na tradição bíblica, o jubileu é uma oportunidade para a comunidade cristã demonstrar maior fidelidade aos ensinamentos de Jesus.O Papa Francisco escreveu a carta Spes non confundit destacando a necessidade de gestos de conversão que manifestem esperança para a sociedade e a comunidade cristã durante o ano jubilar. Em Santa Maria, o conselho arquidiocesano de pastoral decidiu, por unanimidade, proibir músicas que ofendam a moral cristã e a comercialização de bebidas alcoólicas em eventos da igreja. As festas religiosas devem priorizar a dimensão espiritual e a evangelização.A decisão da arquidiocese visa manter a fidelidade ao Evangelho, mesmo que cause algum escândalo, seguindo o exemplo de Jesus”, afirma ele.
Em São Pedro do Sul, a programação das festas religiosas ocorrem nas comunidades da cidade e também no interior do município. Também, ocorre anualmente a tradicional festa de São Pedro. Sobre as programações, Pe.Cristiano destacou: “Todas as festas religiosas das nossas comunidades católicas continuarão acontecendo normalmente, porém, adequando-se a esta orientação. Pois, justamente, o essencial numa festa de padroeiro é a dimensão evangelizadora. Nas programações festivas, poderão ser inseridas outras atividades que valorizem a espiritualidade e a família”.
Em relação a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas festividades, o vigário afirma que o documento 100 da CNBB, publicado em 2014, no numero 286, orientou há 10 anos que a comercialização de bebidas alcoólicas nas festas de comunidades trata-se de uma incoerência com o Evangelho de Jesus Cristo. “Por isso, no contexto do Ano Jubilar, a arquidiocese tomou essa decisão no sentido de conversão e purificação. Nossa preocupação é o quanto estamos evangelizando. A pergunta é: o baile evangeliza? As pessoas conhecem Jesus através do baile? Conhecem Jesus através das bebidas alcoólicas? Se a resposta for sim, podemos repensar a decisão, mas evidentemente que a resposta é não. Buscando essa maior coerência, todo o Conselho Arquidiocesano de pastoral tomou essa decisão como um sinal profético de conversão, tendo em vista o Ano Santo. Não é que o católico é contra a festa ou se divertir. O católico, na verdade, é aquele que se diverte, porque Cristo é a nossa festa, Cristo é a nossa alegria”, diz Pe. Cristiano.













































